Numa homenagem à grande actriz Eunice Muñoz não podíamos faltar à sua despedida dos palcos com a peça "A Margem do Tempo" no Auditório Municipal Eunice Muñoz em Oeiras.
Eunice Muñoz vai sair de cena em breve. A atriz
prepara-se para dizer adeus aos palcos que pisou praticamente desde sempre.
Foram 80 anos dedicados à carreira, nos seus 92 de vida.
Uma despedida ao lado da neta, a atriz Lídia
Muñoz, na peça "A Margem do Tempo" de Franz Xaver Kroetz.
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| Oeiras - Auditório Municipal Eunice Munoz |
Sinopse:
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Aos 92 anos Eunice Muñoz sente-se preparada
para abandonar os palcos. Mais que uma despedida, o espetáculo A Margem do
Tempo é um passar de testemunho à sua neta Lídia Muñoz e às gerações vindouras.
A reconhecida atriz assume mais uma vez um papel interventivo na sua carreira,
neste espetáculo íntimo, onde avó e neta contracenam ao som de uma banda sonora
original criada e interpretada pelo maestro Nuno Feist, confrontando-nos com
várias reflexões sobre a mulher na nossa sociedade. Com encenação de Sérgio
Moura Afonso, A Margem do Tempo é um espetáculo sem palavra onde a música tem
um papel fundamental podendo mesmo ser considerada um terceiro ator. Ficha Artística:
Texto: Franz Xaver Kroetz Tradução: Ana Henriques
Encenação: Sérgio Moura Afonso Direção de Produção: Tiago Durão
Elenco: Eunice Muñoz e Lídia Muñoz Música original: Nuno Feist
Desenho de luz: Carlos Arroja Operação de Som: Rui Mira
Cenário e Adereços: Anabela Venda Figurinos: Cruzeta Torcida
Direção de cena: Alexandre Tavares Ponto: Diogo Tavares
Design gráfico: Artepertinace Fotografia de cartaz: Alípio Padilha
Fotografia de cena: Nuno Silva Direção de produção: Isabel Guerreiro
Produção: Capítulo Reversível Breve Biografia Considerada por muitos como a melhor atriz portuguesa de sempre, começou a encarar o público com apenas 5 anos de idade, na pequena companhia teatral da sua família. Não muito depois, aos treze, inicia-se na Companhia Rey Colaço / Robles Monteiro, com a peça "Vendaval", de Virginia Vitorino. Termina o curso do Conservatório Nacional de Teatro com média final de 18 valores e, algum tempo depois, chega a interromper a profissão para trabalhar numa loja de cortiça. Após o regresso, já em 1965, na Companhia Portuguesa de Comediantes, de Raul Solnado, torna-se a atriz dramática melhor paga até então. De entre as mais de 60 peças que interpretou, como exemplo, "Mãe Coragem e os Seus Filhos" de Bertholt Brecht, "As Criadas" de Jean Genet, "A Casa do Lago" de Ernest Thompson, ou "Miss Daisy" de Alfred Uhry. Nesta última, em 2006, atuou pela primeira vez na casa a que deu nome, o Auditório Municipal Eunice Muñoz, em Oeiras. Teve inúmeras participações em televisão e cinema, foi condecorada pelo Presidente da República da altura, Mário Soares, e é, como ser humano, reconhecida por todos os que com ela colaboraram. Em 2006, foi apontada no livro 30 Mulheres+ (Ed. Edeline) como a mais talentosa mulher portuguesa. Resumidamente, aqui temos a biografia de Eunice do Carmo Muñoz, nascida a 30 de julho de 1928, em Amareleja, que com os seus 81 anos continua em atividade, sempre a fascinar-nos com o seu talento, seja em novelas, teatro ou até cinema. (fonte: Centro Nacional de Cultura) |



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