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Parque Botânico do Monteiro-Mor e Museus anexos

Da edição da Primavera do Festival Jardins Abertos de 2019, escolhemos o Parque Botânico do Monteiro-Mor, que não conhecíamos, para fazer um passeio.


Este parque fica situado na Freguesia do Lumiar, Lisboa. Com uma área de cerca de 11 ha, desenvolve-se em vários patamares, sendo a zona superior ocupada por árvores altas e frondosas e a zona inferior, por árvores ainda jovens.

Lisboa - Parque Botânico do Monteiro-Mor

Em anexo ao parque encontram-se, o Museu Nacional do Traje e o Museu Nacional do Teatro e da Dança, que aproveitámos para visitar depois do passeio.

Foi um passeio agradável no meio da vegetação, num dia muito quente em Lisboa. O parque, na nossa opinião, precisava de ser mais cuidado.

Em relação aos museus gostámos muito de ambos, a suas colecções muito bem expostas e documentadas e os edifícios também bem conservados.


Lisboa - Parque Botânico do Monteiro-Mor

História do Parque Botânico do Monteiro-Mor
O parque data do século XVIII, tendo sido mandado plantar pelo 3º Marquês de Angeja no espaço da Quinta do Monteiro-Mor. A plantação foi supervisionada por Domenico Vandelli, botânico italiano.
Após a venda da Quinta do Monteiro-Mor em 1840 a D. Domingos de Sousa Holstein, 1º duque de Palmela e 1º Marquês do Faial, o parque sofreu melhoramentos, tendo sido trazidas mais espécies raras para o jardim e recebido ornamentação de estatuária.
O desenho de algumas áreas seguiu o traçado típico dos jardins ingleses, populares na época. Alguns dos botânicos envolvidos nesses melhoramentos foram Friedrich Welwitsch e Jacob Weist. O parque foi dirigido por João Batista Possidónio, discípulo de Weist, até 1912.
O jardim sofreu alguma destruição após o ciclone de 15 de fevereiro de 1941, que assolou parte da Europa ocidental, incluindo toda a Península Ibérica.
A Quinta permaneceu propriedade da família Palmela até 4 de fevereiro de 1975, quando foi vendido ao Estado Português, tendo sofrido diversas obras de recuperação em parte devido à pouca manutenção que havia recebido nas décadas anteriores. (fonte: Portal do Jardim)
História do Museu Nacional do Traje
O Museu Nacional do Traje está instalado no Palácio Angeja-Palmela, assim denominado por ter sido sucessivamente propriedade destas duas famílias.
Deve a sua traça actual ao 3º Marquês de Angeja, que aqui projectou instalar as suas colecções de história natural, complementadas com um jardim botânico. O projecto de remodelação da mansão já existente é parcialmente realizado, mas o de instalação de um museu de história natural não se concretiza, embora tenha deixado alguns vestígios arquitectónicos - o edifício que actualmente serve de restaurante e a estufa.
Adquirido pela Família Palmela no segundo quartel do séc. XIX, continua a servir de residência secundária e foi objecto de campanhas de requalificação dos interiores, das quais se salienta a desenvolvida por Pereira Cão, Rambois e Cinatti, que intervieram na decoração parietal do andar nobre. Assumindo-se inicialmente como uma residência de Verão, de 1952 a 1955 foi residência do Coronel Lawrence Vincent More Cosgrove, Encarregado de Negócios do Canadá em Portugal nesse período. Foi também ele que, a 2 de setembro de 1945 e em representação do Canadá, assinou a Ata de Rendição do Japão, a bordo do USS Missouri. Foi, depois, residência dos proprietários.
Desde 1973 que se admitia a criação do Museu Nacional do Traje e se trabalhava no sentido de encontrar instalações próprias. Iniciaram-se nessa altura as negociações para aquisição do Palácio Angeja-Palmela, já desocupado pela família proprietária. Esta, temendo as ocupações que aconteceram após o 25 de Abril de 1974, propôs que o futuro Museu começasse de imediato a ser instalado no Palácio, o que veio a acontecer em maio de 1974, tendo gerado um interessante episódio com os ocupantes de uma propriedade vizinha.

Em 1975, o Estado Português adquire um conjunto de imóveis designado por Quinta do Monteiro-Mor para instalação do Museu Nacional do Traje. (fonte: Museu Nacional do Traje)

Lisboa - Museu Nacional do Traje

O Museu Nacional do Traje e as suas Colecções
O Museu Nacional do Traje reúne colecções de traje civil, nacional e internacional e respectivos acessórios, fragmentos de tecidos e peças de bragal, materiais e equipamento que testemunham os processos de produção do têxtil, do traje e acessórios. O seu acervo conta ainda com colecções de bonecas e respectivos trajes, pintura e mobiliário, entre outras.
Em fevereiro de 1974, com o sucesso da exposição O Trajo Civil em Portugal, equacionando a questão da criação de um museu do traje e contextualizando os estudos especializados à época, estava superado “o teste à capacidade de resposta de eventuais doadores privados” com absoluto sucesso.
Na história dos primeiros tempos que Natália Correia Guedes recorda e nos registos do Museu Nacional do Traje datam de 1974 as primeiras ofertas de peças, todas elas de particulares. A colecção pública que integrou o acervo veio do Museu Nacional dos Coches, onde se tinha vindo a reunir desde 1904 uma importante colecção de trajes provenientes da Casa Real, enriquecida por uma longa política de aquisição e de doações.
Em 1976, as doações atingiam o impressionante número de 5.000 peças, contra 507 peças adquiridas e apenas 304 peças incorporadas por transferência e provenientes de outros museus do Estado.
Actualmente pode-se afirmar que mais de 90% do acervo do museu – cerca de 38 000 peças – do museu provém de doações.
As variadas colecções em que se organiza este vasto acervo representam essencialmente o traje civil e respectivos acessórios, do século XVIII à actualidade, documentando a evolução das formas de vestir neste período, e representando sobretudo o modo de vestir da aristocracia e alta ou média burguesia.
O traje popular, quase ausente das colecções aquando da criação do Museu, não sofre grandes variações de moda e é transformado, adaptado e usado até ao fio, não se conhecendo exemplares de épocas muito recuadas.
O traje feminino representa o maior núcleo da colecção, associado a todo o tipo de acessórios. Completa-se com a colecção de traje interior, abundante e representativa dos séculos XIX e XX. O traje masculino está também presente, com predominância para as épocas em que a seda e o linho tinham primazia. Uma interessante coleção de traje de criança completa o núcleo do traje civil. (fonte: Museu Nacional do Traje)
Lisboa - Museu Nacional do Traje

História do Museu Nacional do Teatro e da Dança
Desde o início do século XX que se assinalam tentativas dispersas, tendentes à criação de um Museu do Teatro, assim procurando preservar a tão efémera memória das Artes do Espectáculo. No entanto, só em 1979, com a organização de uma grande exposição teatral dedicada à célebre "Companhia Rosas & Brasão (1880-1898)" foi possível concretizar essa aspiração. Começaram a partir de então a ser reunidas as colecções do futuro Museu, quase todas provenientes de doações, sendo o Museu oficialmente criado em 1982.
Em 4 de Fevereiro de 1985, o Museu Nacional do Teatro da Dança foi inaugurado, ficando instalado num edifício do século XVIII, o antigo Palácio do Monteiro Mor, que, para esse fim, fora rigorosamente recuperado e adaptado. e a 18 de maio de 2015 o Museu Nacional do Teatro e da Dança passou a designar-se por Museu Nacional do Teatro e da Dança.
As colecções do Museu, cuja constituição começou, a partir do zero, em 1979, têm actualmente cerca de 300 000 espécies, englobando a totalidade das artes do espectáculo, e incluem trajos e adereços de cena, maquetes de cenário, figurinos, desenhos, caricaturas, pinturas, esculturas, programas, cartazes, recortes de jornal, manuscritos, discos, partituras, até um conjunto de cerca de 120 000 fotografias.
O Museu tem apresentado sempre exposições temporárias dedicadas a companhias teatrais, personalidades ligadas ao mundo do espectáculo, e ainda a aspectos menos conhecidos do trabalho teatral em toda a sua diversidade, estando actualmente em preparação a montagem de um núcleo permanente dedicado à história e evolução do Teatro e das Artes do Espectáculo em Portugal.
Numa galeria situada em anexo, o Museu continua a apresentar exposições temporárias, através das quais vai procurando mostrar, quer os principais acervos das suas colecções, quer de outras colecções nacionais ou internacionais.
No edifício principal do Museu está instalada a biblioteca, também dedicada em exclusivo às artes do espectáculo, com cerca de 35 000 volumes, considerada a mais vasta e completa neste domínio, em Portugal.
No mesmo edifício existe um auditório com cerca de 80 lugares, equipado com projetor de vídeo e de diapositivos, e equipamento de som e de luz. (fonte: Museu Nacional do Teatro e da Dança)

Lisboa - Museu Nacional do Teatro e da Dança








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