Está assente num edifício único da arquitetura industrial da primeira metade
do século XX, o ano de 1975 foi o último ano de produção da principal
central elétrica de Lisboa, durante muitos anos sofreu várias modificações e
ampliações.
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| Lisboa - Museu da Electricidade |
Já como Museu da Eletricidade abriu ao público pela primeira vez em 1990, mas foi só em 2006 que abre com
toda a sua pujança, depois de várias obras de restauro, tanto no edifício
principal como nos seus equipamentos interiores, com maquinaria original num
excelente estado de conservação.
Ma
Mas devido à conjuntura da I Guerra Mundial, a Central acabou por prolongar o seu funcionamento até 1921. Nesse mesmo ano, a Câmara Municipal de Lisboa decretou que a iluminação pública passasse a ser elétrica pois a escassez de carvão durante a Guerra provocou o encerramento das fábricas de gás. Este prolongamento fez com que a distribuição de electricidade fosse feita em condições muito precárias, situação que levou ao atraso do processo de electrificação da cidade. Mas o aumento do consumo de electricidade tornava indispensável o aumento da capacidade produtiva da Central. Assim, no final dos anos trinta, existiam 11 caldeiras de baixa pressão em funcionamento e cinco turbo-grupos alternadores. Dez caldeiras Babcock & Wilcox (tecnologia britânica) e uma da marca Humboldt (origem alemã). A sala de máquinas alojava cinco grupos geradores de várias potências e diversas marcas: Escher & Wiss, Wiss, AEG, Stal-Asea y Escher Wiss/Thompson. Em 1941, já em plena II Guerra Mundial, teve lugar a construção do edifício das caldeiras de alta pressão. O crescimento do número de habitantes da cidade de Lisboa, e do número de lares com electricidade, forçou a Central a aumentar a sua produção, apesar das contrariedades provocadas pelo conflito, com a falta de combustíveis como o carvão e a lenha. O período de dificuldades na exploração da Central Tejo não cessou com o fim da guerra e nos anos seguintes houve ainda que enfrentar consumos e pontas de carga cada vez maiores perante o não abrandamento das dificuldades em obter combustíveis. A Central Tejo deteve até 1950, o galardão de maior central elétrica do País, tendo com os sucessivos aumentos de potência atingido os 60 megawatts.
No ano seguinte, o edifício das
caldeiras de alta pressão, o corpo de maior envergadura da central, foi
ampliado em 1951 com a inclusão de mais uma caldeira: a caldeira n.º 15 que
entrou em serviço a 19 de Setembro de 1951, altura em que a Central Tejo já
estava na situação de “reserva”.
Na sua
condição de Central de Reserva, a Central Tejo foi chamada a trabalhar todos os
anos até 1968 (com exceção do ano de 1961). Veio a ter um último fôlego em agosto de 1972, dois anos antes da Revolução de Abril. Nesse verão, opositores ao regime do Estado Novo danificaram as linhas de alta tensão que abasteciam Lisboa, deixando a cidade às escuras. As autoridades recorreram então à velha central Tejo para minimizar a falta de energia. Foram chamados antigos funcionários e acendidas as caldeiras, pondo em marcha a produção de energia para a capital durante uma semana e conseguindo gerar um quinto da eletricidade consumida. (fonte: Fundação EDP) Depois da visita à Central Tejo, fomos ver o MAAT (Museu
de Arte, Arquitectura e Tecnologia), que faz pertence também da Fundação EDP. Lisboa - MAAT O MAAT
- Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia traduz a ambição de
apresentar exposições nacionais e internacionais com o contributo de artistas,
arquitetos e pensadores contemporâneos, permitindo refletir sobre grandes temas
e tendências atuais. A sua programação teve início a 30 de junho de 2016, com a
apresentação de quatro exposições, em salas renovadas do edifício da Central
Tejo. A 5 de outubro do mesmo ano, o novo edifício foi inaugurado com uma
obra de grandes dimensões criada pela artista francesa Dominique Gonzalez-Foerster especificamente para este espaço.
Através do MAAT - Museu de Arte,
Arquitectura e Tecnologia, a Fundação EDP oferece
um novo impulso cultural e paisagístico à cidade de Lisboa.
A diversidade de programas e de espaços tornam-no num importante ponto no
roteiro cultural da cidade, uma proposta pensada para todos os públicos, para
todas as idades.
O
interior do MAAT Lisboa - Exposição MAAT O interior
do edifício contempla quatro espaços expositivos num total de cerca de
3 mil quadrados: a Galeria Oval, a Galeria Principal, o Vídeo Room e o Project
Room. A Galeria Oval é a primeira área expositiva, com 800 metros quadrados, ao
longo de uma curva, oferece um percurso pelo interior do edifício e pelos seus
projetos especiais. A Galeria Principal tem cerca de 1.000 metros quadrados e está localizada no piso mais baixo do edifício. É um espaço versátil que, consoante a programação, poderá apresentar-se como uma única unidade ou configurar-se em vários espaços. Por sua vez, o Project Room e o Vídeo Room são duas salas destinadas à apresentação de projectos em filme ou vídeo, instalações, entre outros suportes. (fonte: Wikipédia) Lisboa - Exterior do MAAT |







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