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Programa na Região Viseu Dão-Lafões


Numas férias do Luís decidimos fazer um programa na região Viseu Dão-Lafões. Ficamos alojados no apartamento dos SSAP em S. Pedro do Sul.

 

1º dia

Iniciámos cedo a nossa viagem e na hora de almoçar escolhemos a região de Tondela. Depois de algumas pesquisas escolhemos o restaurante "Três Pipos" em Tonda, Tondela.


O Restaurante Três Pipos, foi criado em 1992 e localiza~se em Tonda. Tem um ambiente rústico, com uma excelente selecção de vinhos. Dispõe de cinco salas, todas de granito e com uma decoraçãocom base em ferramentas agrícolas.

A confecção da comida é da responsabilidade de Maria de Jesus e inspira-se nos sabores tradicionais da Beira Alta.

Este Restaurante faz parte da selecção do guia Michellin.

Uma boa escolha, num ambiente com decoração rústica e com a excelente gastronomia da região. Comemos Vazia de Lafões grelhada e Carne assada à moda de Lafões, seguidon-se as deliciosas sobremesas. Uma agradável surpresa, estava tudo excelente.

Depois desta boa refeição dirigimo-nos para S. Pedro do Sul.

São Pedro do Sul é uma cidade portuguesa do distrito de Viseu, situada na província da Beira Alta, região do Centro (Região das Beiras) e sub-região do Dão-Lafões, com cerca de 3 600 habitantes.

É sede do município de S. Pedro do Sul com 348,95 km2 de área e 16 851 habitantes (2011), subdividido em 14 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Castro Daire, a sueste por Viseu, a sul por Vouzela, a sul e oeste por Oliveira de Frades, a oeste por Vale de Cambra e a noroeste por Arouca.

História
O concelho foi criado em 1836 pela divisão do antigo concelho de Lafões, do qual era uma das suas sedes, juntamente com Vouzela.
Foi senhor desta localidade nas terras do souto de Lourosa e da Quinta do Amaral, D. Afonso Ermigues do Amaral, nascido em 1245, como ficou provado nas inquirições do rei D. Afonso III.
A vila de S. Pedro do Sul foi elevada a cidade em 12 de junho de 2009. (fonte: Wikipédia)
 
Em S. Pedro do Sul e depois de nos instalarmos no apartamento, saímos para um passeio pela cidade.
Entrámos na Igreja Matriz.

Edificada no século XVIII, destaca-se no interior os retábulos em talha dourada e policromada em estilo rococó.
A Igreja Matriz, foi dedicada a S. Pedro. A torre sineira dupla ergue-se no lado esquerdo da igreja.

 
Continuando o nosso passeio fomos visitar também a Igreja da Misericórdia.
Pertencendo à Misericórdia nota-se nesta igreja de Santo António a fachada barroca revestida a azulejos tendo a torre sineira do seu lado direito. Sobre a porta principal destaca-se uma porta e duas janelas, protegidas por uma sacada sobre duas colunas que ladeiam o portal antecedido por uma escadaria. No interior o destaque vai para os retábulos rococó em talha dourada e policromada. (Fonte: Visitar Portugal)

Depois seguimos até ao largo Camões junto à Câmara Municipal, onde ao lado do edifício da Câmara se encontra o Convento de S. José.

Acabámos este primeiro dia com um lanche na Pastelaria Flor de Lafões.
 
2º dia


É um dos projectos emblemáticos do concelho de Vila Nova de Paiva e, seguramente, um dos mais importantes e significativos entre os desenvolvidos nas últimas décadas. Sobretudo pelo seu carácter pluridisciplinar, abrangendo as áreas do ambiente, do lazer, do turismo, da cultura e até da ciência.

O Parque, onde se encontra reunido mais de um milhar de diferentes espécies botânicas, dispostas por famílias, usos etnobotânicos e industriais, propriedades medicinais e características aromáticas.está instalado nos terrenos do antigo Viveiro Florestal de Queiriga. Do abandono passou-se à reabilitação, em resultado de uma parceria no âmbito do Programa Interreg III B Sudoe, em que participam o Município de Vila Nova de Paiva e os promotores Beirambiente (Guarda), Espanha (Burgos) e França (Chaise Dieu).

Um espaço onde podem ser admiradas desde as pequenas briófitas às gigantescas Sequoia sempervirens, numa notável harmonia estética e ambiental. 
O Arbutus do Demo foi pensado e criado para responder de uma forma integrada, moderna e arrojada à procura de espaços de encontro entre motivos étnicos e técnicas artesanais. 
A estratégia assenta na reconstrução fiel da paisagem natural e antropogénica das terras altas do Paiva, num projecto de recuperação em que foi desejado e possível modernizar infra-estruturas no respeito pela história e passado do espaço, mantendo o sistema de águas residuais e de rega, as edificações originais e a estrutura arbórea.

A presença de uma linha de água com plantas autóctones, de um prado de aluvião natural e de um pequeno lago onde as espécies animais ripícolas se associem, asseguram alguns dos pólos de interesse do parque.
O visitante encontra ainda algumas estruturas de apoio, desde uma sala de interpretação audiovisual, a um pequeno parque infantil, parque de merendas, cais para pesca e um parque astronómico.
O pastoreio e a apicultura são actividades a desenvolver no âmbito do Parque e, com o objectivo bem definido de conferir maior visibilidade ao espaço e dinamizar a actividade dos artesãos locais, está prevista a produção e comercialização, na forma de merchandising, de produtos endógenos derivados da transformação de plantas, cogumelos e mel. (fonte: Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva)

Depois desta visita fomos até Vila Nova de Paiva.


Vila Nova de Paiva é uma vila portuguesa do distrito de Viseu, situada na província da Beira Alta, região do Centro (Região das Beiras) e sub-região Viseu Dão-Lafões, com cerca de 1 200 habitantes.

É sede do município de Vila Nova de Paiva que tem 175,53 km² de área e 4 662 habitantes (2021), subdividido em 5 freguesias. O município é limitado a norte e leste pelo município de Moimenta da Beira, a leste e sul por Sátão, a sudoeste por Viseu, a norte por Tarouca e a noroeste por Castro Daire.

História

Até 2 de Março de 1883, o concelho estava sediado na freguesia de Fráguas, sendo assim designado. Nessa altura, a sede foi transferida para a freguesia até então chamada Barrelas, que foi elevada ao estatuto de vila e renomeada Vila Nova de Paiva, mas mantendo-se a anterior designação do município. A 14 de Setembro de 1895, o concelho de Fráguas é extinto, sendo as freguesias anexadas aos concelhos vizinhos.

A 15 de janeiro de 1898, o concelho foi restaurado com os limites actuais, passando a denominar-se de Vila Nova de Paiva; estava então dividido em 7 freguesias: Alhais, Fráguas, Pendilhe, Queiriga, Touro, Vila Cova à Coelheira e Vila Nova de Paiva. (fonte: Wikipédia)


Visitámos o Museu Arqueológico do Alto Paiva.




O Museu de Arqueologia do Alto Paiva é um verdadeiro centro de conhecimento, não apenas do património de Vila Nova de Paiva mas de todo o território do Alto Paiva.

Estão expostos vestígios e descobertas do Neolítico até à Alta Idade Média, assim como réplicas de monumentos megalíticos, vestígios da Idade dos Metais (cobre, bronze e ferro), da Romanização – como as Minas de Queiriga – e da Alta Idade Média, com a importância das Necrópoles de S. Martinho de Almonexe. ( fonte: ViseuDãoLafões)

Depois desta visita fomos até ao Posto de Turismo, onde comprámos alguns produtos regionais.
Seguimos depois para o restaurante O Malhadinhas para almoçar.

Após o almoço seguimos para o Baloiço de Pendilhe, o percurso para lá chegar é de terra batida com muitos buracos, mas vale a pena pela tranquilidade e pela beleza da paisagem.




Este baloiço panorâmico está situado no topo de uma colina com vista para o verdejante Vale do Paiva. Sente-se uma brisa fresca enquanto se balança para a frente e para trás, e aprecia-se uma vista panorâmica deslumbrante sobre as montanhas, colinas e vales.

Depois destas belíssimas paisagens fomos até Pendilhe.

Depois de ter sido sede de um concelho próprio entre 1514 e 1836, a aldeia de Pendilhe é agora parte do município de Vila Nova de Paiva, constituindo um território de autêntica ruralidade em cuja paisagem se destaca a porte altivo de vários espigueiros de traça esguia e tradicional.

Este povoado do distrito de Viseu, em plena Beira Alta, preserva, contudo, vestígios de uma ocupação bem anterior à Idade Média, como é o caso da Anta de Pendilhe, que, também conhecida como “Orca da Moira”, remonta ao quarto milénio antes de Cristo e é composta por um corredor com vários esteiros e uma câmara funerária coberta por laje granítica.


Nos milénios seguintes, o povoado desenvolveu-se com recurso à agricultura, que sempre ocupou as famílias da aldeia, e essa ligação à terra é o tema principal da coleção patente no Museu Rural de Pendilhe, que apresenta várias ferramentas utilizadas na lida agrícola local e dá a conhecer outros aspetos da vivência social e religiosa da respetiva comunidade.


Junto ao referido museu, o conjunto de canastros de Pendilhe pode considerar-se, aliás, um monumento ao espírito comunitário da aldeia, ainda preservado em atitudes de união e partilha coletiva, seja a cooperação no trabalho da agricultura e silvicultura, seja na forte dinâmica associativa de coletividades como o Rancho Folclórico “As Capuchinhas de Pendilhe” e o Grupo “Bombos de Pendilhe”, ambos afamados na região.


Mas a paisagem edificada da região inclui outros marcos, como o fontanário público em cantaria, o pelourinho de granito quinhentista, o forno comunitário e, sobretudo, um casario tradicional bem preservado, com traças ainda no típico estilo beirão.


A gastronomia de Pendilhe, por sua vez, tem como referências principais o pão, o queijo, a castanha, o fumeiro, a truta do Rio Mau e ainda o mel. É este último que todos os anos motiva na terra a Feira do Mel e do Artesanato, com mostra e venda de produtos, concursos que premeiam os melhores apicultores, exposições etnográficas e também atuações de ranchos, já que o evento coincide com o Festival de Folclore de Pendilhe.


Em tempos de primavera e verão, os moradores de Pendilhe deslocam-se ao vizinho concelho de Seia para saborear os encantos da Praia Fluvial de Vila Cova à Coelheira, que dispõe de zona de banhos, espaço de merendas, parque infantil e uma zona de campismo a jusante. No mesmo período a população diverte-se ainda nas romarias da terra, que são a Festa da Senhora da Assunção no dia 15 de Agosto e a Festa da Senhora da Piedade, no domingo anterior.


Já no outono e inverno, é a paisagem bucólica e rural de Pendilhe que mais concentra as atenções de residentes e visitantes, não só pela fotogenia do povoado, mas também pelas “comédias de Natal”, tradição que nessa quadra envolve encenações de teatro por grupos amadores.


Seja qual for a altura do ano, no entanto, os visitantes ficarão a saber mais sobre os costumes da terra se souberem puxar pela hospitalidade de quem sempre viveu em Pendilhe. Os forasteiros mais conversadores poderão até ser convidados a conhecer o cantinho de trabalho de alguns moradores que, a título particular, asseguram aquele que é o artesanato mais típico do povoado: as capuchas de burel, que ainda se usam para agasalho dos agricultores, e as meias de lã virgem de ovelha, espessas e bem quentes, para os dias do mais inóspito clima serrano. (Fonte: Aldeias de Portugal)



Visitámos em Pendilhe, os Espigueiros, o Museu Rural e a Igreja Matriz.

Finalizando este dia regressámos a S. Pedro do Sul, e não faltou o nosso lanche no local habitual.

3º Dia


Este dia foi dedicado a visitar Castro Daire.


Castro Daire (antigamente, também se verificava a grafia Castro D'Aire) é uma vila portuguesa do distrito de Viseu, situada na província da Beira Alta, região do Centro (Região das Beiras) e sub-região Viseu Dão-Lafões, com cerca de 4 600 habitantes.

É sede do município de Castro Daire com 379,04 km² de área e 13 736 habitantes (2021), subdividido em 16 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Cinfães, Resende, Lamego e Tarouca, a leste por Vila Nova de Paiva, a sul por Viseu, a sudoeste por São Pedro do Sul e a oeste por Arouca. (Fonte: Wikipédia)


Começámos pelo Museu Municipal.



O Museu Municipal de Castro Daire está localizado no centro da vila de Castro Daire, instalado em parte do piso térreo da Casa da Cerca, imóvel do século XVIII.

O seu acervo museológico é constituído por coleções de objetos essencialmente etnográficos e arqueológicos.

O percurso expositivo inicia-se com a caracterização geográfica do município, na qual é apresentado ao visitante o mapa do mesmo com uma descrição sumária do território, que inclui os municípios vizinhos, as freguesias, os pontos de interesse, entre outros dados relevantes.

Os objetos arqueológicos não abundam no espólio do Museu, provavelmente por estarem dispersos em coleções privadas e públicas espalhadas pelo país, uma vez que o município é rico em vestígios arqueológicos de diferentes épocas. Destacam-se as mós da Idade Metais e a réplica da inscrição romana do Penedo de Lamas.

Os objetos etnográficos encontram no Museu um espaço privilegiado para a sua conservação e divulgação, escapando, assim, à destruição e dispersão associadas à evolução dos tempos.

Estão expostas alfaias agrícolas, figuras e louça de barro negro do Mestre Zé Maria de Ribolhos, tamancos, capucha de burel, caroça, cestos de breza e de verga, carro de vacas, objetos relacionados com o ciclo do linho e pisoaria, entre outros; estes são testemunhos de artes e ofícios que se perderam ou que vão sobrevivendo graças à persistência de alguns artesãos. (Fonte: Câmara Municipal de Castro Daire)

Depois desta visita, onde fomos muito bem recebidos e com explicações muito pormenorizadas, seguimos para o Centro de Interpretação e Informação de Montemuro e Paiva.



Instalado no antigo Solar dos Mendonças, o Centro de Interpretação e Informação do Montemuro e Paiva celebra dois recursos naturais de fulcral importância na Região: a Serra de Montemuro e o Rio Paiva.

Este Centro assume-se como uma porta de entrada para o território, já que pretende que todos os visitantes continuem a sua descoberta visitando os vários recursos aqui mencionados e abordados. Podemos conhecer todas as rotas pedestres do concelho, viajar pela história deste território, desde a pré-história até à época romana, e descobrir a biodiversidade do Rio Paiva. A Serra de Montemuro está também representada com as suas árvores, a vaca de raça arouquesa e, claro, a agricultura, ainda muito presente nas suas encostas.

Mais uma visita, onde novamente fomos muito bem recebidos e com muita informação sobre esta região.

Estava na hora do almoço e como recomendação fomos ao Restaurante "O Celso", um dos pratos foi a Truta Salmonada pescada no rio Paiva. Também muito bom este restaurante, comida regional muito bem confeccionada e muito bom atendimento pelo dono do restaurante.



Continuando as nossas visitas fomos ver a Igreja Matriz.



A construção da actual Igreja Matriz de Castro Daire ter-se-á iniciado no final do séc. XVII, início do século XVIII, vindo substituir uma igreja medieval com a mesma invocação (S. Pedro).

A primitiva igreja medieval teria dimensões mais reduzidas e terá sido construída durante o reinado de D. Dinis. Diz-se que este rei, aquando da sua passagem por Castro Daire, terá dado autorização para que a pedra do antigo castelo fosse utilizada na construção dessa igreja medieval, que foi posteriormente destruída para a construção do actual templo.

O castelo referido, não era mais do que a antiga muralha do povoado castrejo da Idade do Ferro, que deu origem à Vila de Castro Daire.

Na actual igreja dominam os estilos artísticos típicos do séc. XVIII, entre os quais o Barroco e o Rococó.
Saliente-se o magnífico altar da Irmandade das Almas, um dos mais belos do distrito de Viseu, de estilo Barroco.
O cadeiral da capela-mor da igreja, de estilo Rococó, é também outra das jóias deste templo, tendo sido elaborado por Timóteo Correia Monteiro.
No exterior, destaca-se a fachada principal da igreja, de estilo Neoclássico (século XIX), e a sua torre sineira.

Fomos também à Fonte dos Peixes.



A Fonte dos Peixes de Castro Daire é um local icónico da vila, carregado de história e charme. Localizada no centro da vila, esta fonte pública é um testemunho da rica história da região e um lugar importante para os moradores locais e turistas.

A Fonte dos Peixes de Castro Daire foi construída no século XVIII e é uma das mais antigas fontes públicas da vila. A fonte foi criada para fornecer água potável para os moradores locais e para os animais que eram trazidos para a cidade para venda e comércio.

A fonte também tem uma história interessante. Diz a lenda que quem beber da água da Fonte dos Peixes casará em Castro Daire.

A Fonte dos Peixes de Castro Daire é um monumento simples, mas impressionante, que é um testemunho da arquitetura barroca do século XVIII. A fonte é composta por um tanque de pedra em forma de concha e duas bicas de água com a figura de um peixe em cada uma delas.

A fonte é adornada por um grande moral feito inteiramente em azulejos retratando os costumes antigos da vila. A fonte é cercada por um muro de pedra com bancos, tornando-se um local popular para os moradores locais descansarem e se refrescarem em dias quentes.

Os visitantes também podem aproveitar a fonte para relaxar e desfrutar de um momento de tranquilidade no meio da agitação da vila. A fonte é um local popular para turistas tirarem fotos pois contém de frente uma bonita paisagem e o símbolo na rota da nacional 2.

A Fonte dos Peixes de Castro Daire é um tesouro histórico da vila e um local icônico para visitar. Com a sua rica história, arquitetura barroca, vista deslumbrante e o moral de azulejos, a fonte é uma das principais atrações turísticas da vila. Se estiver a visitar Castro Daire, não deixe de visitar a Fonte dos Peixes e descobrir a sua história e beleza por si mesmo. (Fonte: Junta Freguesia de Castro Daire)

Neste dia fomos lanchar à pastelaria "O Forno da Serra", onde não podia faltar provarmos o bolo tradicional desta região o " Bolo Podre"


O Bolo Podre de Castro Daire ocupa um lugar de destaque na mesa pascal dos castrenses e é parte integrante da cultura e dos costumes das gentes deste concelho do distrito de Viseu.

É um bolo que se amassa, tende e coze como se de um pão se tratasse mas que, pela natureza dos ingredientes usados e pelo facto de não levar qualquer líquido além do azeite, resulta num suave folar com um doce sabor que nos envolve e obriga a repetir a dose. Experimente esta verdadeira iguaria e fique rendido ao Bolo Podre de Castro Daire.

Terminámos a nossa visita a esta bonita vila portuguesa, com gente muito agradável, muito simpática e acolhedora.

Regressámos a S. Pedro do Sul. No final deste dia houve quem ainda estivesse no café a ver o jogo do Benfica.

4º dia

Neste último dia do nosso programa por esta região fomos até Vouzela.

Vouzela é uma vila portuguesa do distrito de Viseu, situada na província da Beira Alta, região do Centro (Região das Beiras) e sub-região Viseu Dão-Lafões. Fica a 30 km de Viseu, a 60 km de Aveiro, a 2 km das Termas de São Pedro do Sul, a pouco mais de uma hora do Porto e a aproximadamente três horas de Lisboa.

É sede do município de Vouzela com 193,69 km² de área e 10 564 habitantes (2011), subdividido em 9 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de São Pedro do Sul, a leste por Viseu, a sul por Tondela e pela porção secundária de Oliveira de Frades, a sudoeste por Águeda e a noroeste pela porção principal de Oliveira de Frades.

É fácil chegar a este concelho quer via A25 quer através das Estradas Nacionais N16, N228, N333 e N333-3.

O concelho tem origem no antigo concelho de Lafões, do qual era uma das duas sedes, juntamente com São Pedro do Sul. Em 1836, Lafões foi repartido entre Vouzela e São Pedro do Sul.

O município de Vouzela, criou em 2015 a marca institucional "Vouzela - o Coração do Centro". A nova imagem tem o formato de um coração, composto por vários elementos geométricos que constroem a marca no seu todo e na sua plenitude, destacando-se o elemento fora do coração, que é o elemento que “falta” a Vouzela, o elemento que complementa o nosso território, essa peça é cada novo residente, visitante, investidor ou estudante. 

Também o tipo de letra é único no mundo, desenvolvido exclusivamente para esta nova marca, inspirado na antiga ponte do comboio existente na Vila, sendo também um tipo de letra ecológico, pois o facto de ser microperfurado permite reduzir em 50% os níveis de consumo de tinta no momento da impressão.90% da área do concelho ardeu a 15 de outubro de 2017. (Fonte: Wikipédia)


Passeando pela vila passámos pela Igreja de Santa Maria, só vimos o exterior porque a Igreja estava fechada.




Esta igreja denomina-se de Igreja Matriz de Vouzela, Igreja de Santa Maria ou de Nossa Senhora de Assunção, à qual o templo é dedicado. Foi edificado no final do século XII, princípios do século XIII.

De planta retangular, é formada por nave e capela-mor, sendo precedida pela torre campanária, com sineira dupla, edificada no século XVII.

A fachada simples é rasgada por um portal em arco quebrado assente sobre colunelos, encimada por uma rosácea. Nas partes laterais as cachorradas estão consideradas pelos historiadores como as mais interessantes tributárias da arte do período, apresentando um conjunto de cornijas de modilhões, zoomórficos e geométricos.

No interior, a relevância situa-se para a Capela do Santíssimo Sacramento, mandado construir por Afonso Lopes de Almeida nos finais do século XV, e que só viria a ser acabada em 1513 pelo seu filho Fernão Lopes de Almeida, que aí se fez sepultar com a sua mulher.

A capela-mor foi redecorada no século XVIII, recebendo um retábulo-mor joanino de talha dourada e policromada, que forma um conjunto de abóbada de berço de madeira, dividida em vinte caixotões dourados e policromados decorados com símbolos marianos.
Está classificado desde 1922, como Monumento Nacional. (Fonte: VisitePortugal.pt)

Seguimos depois para o edifício da Biblioteca Municipal.


Um dos melhores e mais belos exemplares é a actual Biblioteca Municipal, que ocupa um antigo solar de 1639. O aristocrático edifício seiscentista é hoje um dinâmico polo de leitura aberto a todos e dá nas vistas, pelos grandes janelões da fachada principal, assim como pelos tectos das suas várias salas, tão delicados quanto trabalhados. (fonte: Câmara Municipal de Vouzela)

Depois desta visita, seguimos até à Ponte Ferroviária, agora transformada em ponte pedonal. Passámos pelo mercado, mas não foi possível entrar devido às obras de restauro.

No edifício do mercado além do espaço onde vendem os produtos frescos de produtores locais, ainda se encontra o Posto de Turismo, espaço ideal para obter informações sobre os vários percursos turísticos disponíveis em Vouzela e até adquirir alguns produtos locais e regionais, guias e roteiros sobre a região. Do edifício do século XVIII, destacam-se os painéis de azulejos que se sobrepõem às portas, na Rua João de Melo.

Como estava no hora de almoço e depois de nos informarem sobre alguns restaurantes na vila, escolhemos o restaurante "O Meu Menino", também com boa comida regional.

Depois do almoço e como estava na hora de regressar, fomos comprar os afamados pastéis de Vouzela na pastelaria "A Casa Castanheira", fabrico caseiro e artesanal de Pastéis de Vouzela, são uma delícia! O proprietário muito simpático e acolhedor esteve-nos a contar a história desta casa.

Terminámos o nosso programa nesta linda região do nosso país, com muita vontade de voltar, onde temos muito mais para ver e também pelo bom acolhimento com que nos recebem.


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