Este ano resolvemos fazer o programa de férias dos SSAP em Monte Gordo
para aproveitar uns dias de praia.
1º Dia
Neste programa não estava incluído o transporte, fomos na nossa viatura.
No percurso para Monte Gordo passámos por Beja,
aproveitámos para umas visitas antes do almoço.
Passeámos pelo Castelo de Beja.
Fortificação medieval que é o monumento mais
emblemático da cidade. A sua Torre de Menagem, com quase 40 metros de altura, é
considerada por alguns autores como a torre militar mais alta do país.
O Castelo de Beja, nomeadamente a sua Torre de
Menagem, é o monumento mais conhecido e emblemático da cidade. Trata-se de uma
fortaleza gótica, cuja construção teve início no século XIII, logo após a
conquista cristã da cidade, prolongando-se pelos séculos XIV e, possivelmente,
XV.
Destacando-se do conjunto da fortaleza,
ergue-se a imponente Torre de Menagem, com quase quarenta metros de altura,
considerada por alguns especialistas como uma obra-prima da arquitectura
militar gótica europeia.
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Para além do castelo, são ainda visíveis as muralhas que, datando do mesmo período, cercavam a cidade medieval, restando vinte e oito torres e respectivos panos de muralha. (fonte: Município de Beja)
Visitámos a Sé Catedral de S. Tiago Maior ou Paróquia de Santiago
Maior. A paróquia de Santiago Maior é uma das mais
antigas de Beja. No início, teve sede na Igreja de Santo Amaro, mas no século
XIV foi transferida para este local, onde já existia uma igreja.
O templo atual, em estilo maneirista, data de
1590, quando foi construído por vontade do arcebispo D. Teotónio de Bragança
segundo um projeto de Jorge Rodrigues. Em matéria de arquitetura, este templo
segue a tipologia maneirista, já aplicada noutros monumentos do Alentejo, como,
por exemplo, na Igreja de Santo António em Évora. Beja - Sé Catedral de S. Tiago Maior No interior, ricamente decorado, destacam-se o
retábulo da capela-mor em talha dourada da autoria do mestre lisboeta Manuel
João da Fonseca, datado de 1696-97, os retábulos policromados das capelas
laterais e a pintura do altar de São José, atribuída a André Reinoso. Na capela
dedicada a Nossa Senhora da Conceição, é digno de nota o conjunto de painéis de
azulejos em azul e branco, datado do século XVIII. Salienta-se ainda o altar
dedicado a São Sezinando, natural de Beja e padroeiro da cidade. Na
década de 1930, o bispo de Beja D. José Patrocínio Dias solicitou à Santa Sé a
elevação da Igreja de Santiago Maior a Sé Catedral de Beja, consagrada ao
Sagrado Coração de Jesus, sendo a única em Portugal que não segue a invocação
de Nossa Senhora da Conceição. Foram então efetuadas obras de restauro, nas
quais se valorizaram as componentes maneiristas e barrocas, e enriqueceu-se o
tesouro da Sé com peças de arte sacra provenientes de conventos extintos de
Lisboa e do património da Casa de Bragança. (fonte: Visit Portugal) O almoço foi na Taberna 25 de Abril. "De portas abertas desde 1980, é referência na cidade no que à gastronomia alentejana diz respeito. Boa comida e um serviço eficiente num ambiente bastante acolhedor são o que de melhor tem para oferecer. A carne na brasa, com destaque, claro está, para o porco preto, rei e senhor da região, a açorda de bacalhau, a sopa de tomate com bacalhau e ovo, bem como as famosas migas alentejanas. Para terminar, pudim de requeijão com amêndoas, ou siricaia com ameixa d'Elvas! Adega 25 de Abril em pleno centro histórico da cidade de Beja, onde as ruas e ruelas se cruzam. Uma adega típica alentejana quer pela gastronomia, quer pela decoração. Uma sala cheia de tradição e de vinho, ou não se tratasse de uma adega." (fonte: Google) Beja - Taberna 25 de Abril Bom restaurante, comida muito bem
confeccionada, óptimo ambiente e pessoal muito simpático, aconselhamos vivamente
a quem passar por Beja. Depois de almoço seguimos para o nosso destino, neste percurso antes de
chegar a Monte Gordo estava o céu com muitas nuvens escuras e logo a seguir
caiu uma forte chuvada que nos fez pensar como estaria o tempo nestes dias, mas
quando chegámos já tinha passado a chuva. Ficámos alojados no Alcazar Hotel & Spa, com estadia de pensão completa com
um buffet de excelente variedade e qualidade. 2º diaFomos até Vila Real de Santo António e aproveitámos para passear um
pouco e fazer uma visita aos locais mais interessantes, há vários anos que não
vínhamos para esta região do Algarve.
Visitámos a igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição na Praça Marquês de
Pombal, onde está situada também a Câmara Municipal. Vila Real de Santo António - Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição Construída no séc. XVIII, esta Igreja Matriz
apresenta-se como um elemento de destaque de arquitetura religiosa pombalina e
eleva-se a Norte da Praça Marquês de Pombal. A sua construção iniciou-se em 1774,
tendo sido concluídas as obras da sua construção em 1776. A sua fachada principal, tal como a restante
vila, foi desenhada por Reinaldo Manual dos Santos. Esta fachada tem de largura
de 50 palmos, e possui pedras de cantarias que foram trabalhadas e trazidas de
Lisboa para serem aplicadas e montadas diretamente no local. Destaca-se, também, por possuir uma volumetria
maior do que os restantes edifícios adossados e avança ligeiramente a sua
posição relativamente ao alinhamento de fachadas dos edifícios que se encontram
lateralmente. A entrada principal possui um portal reto
sobrepujado por um frontão curvo apoiado em pilastras laterais. De planta longitudinal, é composta por nave
única com altares laterais, coro-alto, capela batismal, sacristia, capela-mor
quadrangular e dois corredores laterais exteriores à nave. Os vitrais, da
década de 40, que existem na capela-mor e no batistério são da autoria do
pintor Joaquim Rebocho. No interior, as coberturas mostram-se
diferenciadas em madeira na nave, abóbada quadripartida na capela-mor e
cobertura plana nos restantes espaços. O altar-mor possui a imagem da padroeira Nossa Senhora
da Encarnação da autoria de Machado Castro, num nicho, ladeada pela imagem do
Sagrado Coração. Verifica-se que a Igreja possui um bom conjunto de imagens de
Arte Sacra, do séc. XVIII. (fonte: Câmara Municipal de Vila Real de Santo António) Depois fomos até ao mercado e de regresso
visitámos também o Arquivo Histórico Municipal António Rosa Mendes. Vila Real de Santo António - Arquivo Histórico Municipal António Rosa Mendes De acordo com as fontes existentes, o Juiz de
Fora de Castro Marim teria lançado a primeira pedra no dia 17 de Março de 1774,
dando assim início à (re)construção da Vila de Santo António de Arenilha.
De acordo com as fonte existentes, a edificação
do Torreão Sul, remonta aos finais de 1775, e destinar-se-ia à Companhia Geral
do Alto Douro. Os torreões são edifícios morfologicamente
distintos na frontaria de Vila Real de Santo António e detêm um grande
significado urbanístico por delimitarem a vila a norte e a sul, como se de “guardiões” se tratassem. Ocupam uma área quadrada de 60 por 60 palmos
correspondente a meio quarteirão, sendo a restante área ocupada por quintais
que servem de logradouros, delimitados por muros. No que respeita à estrutura interior dos
torreões, no primeiro andar recorreu-se à técnica construtiva do sistema de
gaiola, muito utilizada na Lisboa pombalina. O edifício do Torreão Sul foi durante muitos
anos pertença de particulares, servindo de habitação e local de comércio. Datam de 1978 as primeiras intenções de recuperar
o edifício, já então para fins culturais. A 20 de Novembro de 1987, a Câmara Municipal de
Vila Real de Santo António, adquire o edifício do Torreão Sul. A 31 de Agosto do ano de 1999, foi
assinado o acordo de colaboração entre o Instituto dos Arquivos Nacionais/
Torre do Tombo e a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, com vista á
integração do Arquivo Municipal de Vila Real de Santo António, na Rede
Nacional de Arquivos. A recuperação e adaptação do edifício para funcionamento do Arquivo Municipal, inicia-se em Outubro do ano 2000,
segundo projecto do Arquitecto Rui Figueiras. A sua recuperação e restauração, de acordo com a traça
original, tornam-no um precioso e belo documento histórico, que encerra também,
no seu interior, boa parte da história do Concelho, preservada no seu acervo de
documentos. (fonte: Câmara Municipal de Vila Real de Santo António) De tarde fomos de barco até Ayamonte, Espanha, passear um pouco. A caminho de Ayamonte Ayamonte 3º diaDe manhã iniciámos o nosso programa de praia.
Caminhámos um pouco na areia à beira mar e ao longo da praia. Monte Gordo - Praia Depois de almoço fomos de autocarro até Tavira programa
dos SSAP, passeámos um pouco no centro, passando pela Câmara Municipal e antigo
mercado. Tavira - Centro Visitámos o Museu Municipal.
O Museu Municipal de Tavira tem como principais
missões, investigar, inventariar, preservar, expor e divulgar a riqueza
patrimonial, material e imaterial, resultante da presença histórica de várias
civilizações e da diversidade geocultural e produtiva do território. Tavira - Museu Municipal Este
sistema museológico promove a coexistência de programas de investigação sobre o
património de épocas anteriores, com a abertura às novas expressões artísticas
da contemporaneidade, permitindo diálogos permanentes entre património antigo e
contemporâneo, nomeadamente sobre a produção artística e científica das
gerações passadas e atuais. (fonte: Câmara Municipal de Tavira) Percorrendo as ruas de Tavira chegámos à Igreja
de Santa Maria do Castelo, que não podemos visitar por estar com obras de
restauração. Fomos de seguida até ao Castelo de Tavira de onde se avista uma bela
panorâmica. Tavira - Castelo Os dados conhecidos permitem estabelecer a
continuidade da presença humana no local, hoje, ocupado por Tavira a partir do
domínio muçulmano. Sabe-se, porém, que entre finais do século VIII a.C. e o
século VI a.C., os fenícios - ou populações com grandes afinidades com eles -
colonizaram este local, construindo uma espessa muralha na colina hoje
designada de Santa Maria, da qual ainda restam vestígios. Com a chegada do século VI a.C., a forte
influência fenícia dará origem na região à Turdetânia, a qual se estendia desde
o Estreito de Gibraltar até ao Cabo de S. Vicente. Deste período sobraram
vestígios descobertos junto à atual Praça da República que documentam a
atividade piscatória e conserveira dos turdetanos, nomeadamente, um molhe de
acostagem, um armazém de ânforas com preparados piscícolas e, imagine-se, a
mais antiga rede de pesca de atum conhecida até ao momento. O período de dominação romana deixou marcas, a
poucos quilómetros, a ocidente de Tavira - entre Santa Luzia e a Luz de Tavira
-, na antiga Balsa (cerca de 30 a.C.), célebre cidade referenciada nas fontes
antigas, cujo riquíssimo espólio arqueológico se encontra disperso por museus
nacionais. Tavira é conquistada aos mouros em 1242 pela
Ordem de Santiago, liderada por seu mestre D. Paio Peres Correia. Foi na colina
de Santa Maria, cercada pelas muralhas do castelo, que os conquistadores
cristãos consolidaram a sua presença civil, militar e religiosa. Aí se
instalaram as primeiras igrejas, algumas reaproveitando o que restava das
antigas mesquitas árabes. Nos séculos XIV e XV acentua-se a expressão urbana da
vila, funda-se o primeiro convento - de franciscanos - e beneficiam-se as
muralhas, florescendo o comércio marítimo com flamengos, ingleses, italianos,
franceses, biscainhos e galegos. A expansão portuguesa dos séculos XV e XVI faz de
Tavira o mais próspero centro urbano do Algarve, beneficiando a urbe da sua
importância estratégica para apoio, defesa e manutenção das praças conquistadas
no Norte de África. Consequentemente, a vila é elevada a cidade, em 1520, por
D. Manuel I. Atesta a sua riqueza o grande número de edificações militares,
civis e religiosas que surgem por esta época, destacando-se as obras
renascentistas do arquiteto André Pilarte. (fonte: Câmara Municipal de Tavira) Depois destas visitas regressámos ao autocarro
para seguirmos até Cacela Velha, onde das suas muralhas, temos uma extensa
panorâmica da Ria Formosa. Cacela Velha Ir a Cacela Velha é ver antepassados de todo o
tipo, desde Fenícios, a Cúneos, passando por Romanos e Árabes, e mais tarde aos
ventos da Reconquista Cristã, que se fizeram sentir no extremo sul, mas nunca
abalaram as influências norte-africanas. Alguns historiadores põem até nesta
zona o centro de onde foi outrora a mítica Conistorgis, capital dos Cónios,
embora seja mais provável que esta se situasse no interior algarvio e não junto
à costa. Depois, em tempos medievais, já se sabe: foi tomada por mouros e
reconquistada por exércitos cristãos, embora só o tenha sido em definitivo à
segunda tentativa, pelo lendário Paio Peres e a sua Ordem de Santiago. Independentemente do que o seu passado escreveu, certo é que ao dia de hoje Cacela Velha é uma centelha de genuinidade num Algarve que se vendeu a outros interesses, que poderão ter alguns frutos, ninguém nega, mas que tem a brusca mudança de identidade como outro lado da moeda.
Ironia do destino, a aldeia acabou por ficar a
ganhar com o esquecimento que o país lhe depositou nos últimos séculos, tal e
qual como aconteceu com a cidade de Silves, causado pela
ascensão de cidades como Tavira e Faro, ou pela dedicação que o Marquês de
Pombal deu a projectos pessoais da sua governação, como é o caso de Vila Real de
Santo António que, bem ali ao lado e criada do zero, fez submergir a
importância que Cacela Velha teve antes.
Mas larguemos os idos da história de Cacela
Velha. Hoje, vale pelo que é: um magnífico reservatório de património que
funciona também como anfiteatro caiado e virado para o Parque Natural da Ria Formosa e para a premiada Praia da Fábrica, com toda a sua diversidade e as
suas estreitas línguas de areia que formam pequenos areais visitados por todo o
tipo de gente, de hippies a yuppies. A igreja está ali a beijar a beira da falésia,
de fachada virada a oeste, e daí dá a ideia de vermos o oceano inteiro. Junto a
terra contam-se inúmeros barcos que a visão nos diz que estão encalhados
naquela mistura sólida de água e areia, mas que a razão desmente e confirma que
o pescador sabe bem o que está a fazer. Uma dúzia de casas rasteiras, igreja central, forte oitocentista, ostras da ria no Casa Velha, e está feito: obra de excelência da simplicidade sulista. Cacela Velha não é só uma espécie de must see do sotavento algarvio. É um lembrete às autoridades de como o Algarve inteiro deveria ser. E a parte porreira é que para ser bela é só mesmo preciso não fazer quase nada. A boa nova é que a UNESCO, por sua própria iniciativa, já deitou olho para elevar Cacela Velha a património mundial. (fonte: Portugal num mapa)
4º DiaDe manhã fomos até à praia como habitualmente.
De tarde, fomos novamente a Ayamonte, onde
comprámos algumas guloseimas e no regresso passámos por Castro Marim. Castro Marim Castro Marim é uma vila raiana portuguesa pertencente
ao distrito de
Faro, região e sub-região do Algarve, com cerca de 2000
habitantes. Visitámos o Jardim Andaluz e a Ermida de Santo António. A Ermida de Santo António,
igualmente conhecida como Igreja de Santo António, está
situada no interior do Forte de Santo António de Castro Marim. Apresenta uma planta longitudinal, com
uma sacristia e uma sala polivalente anexas. No interior, destaca-se o
retábulo, com sete tábuas retratando milagres de Santo António.
5º diaComeço de dia atribulado, devido a possível contágio do Carlos ao Covid. Tininha e Detinha foram até à praia, enquanto o
Carlos marcou numa farmácia para fazer teste. Como o resultado do teste foi positivo
suspendemos as férias, o final era no da seguinte. Regressámos a casa para
entrar em quarentena. Uns dias depois estávamos todos infetados.
Mesmo assim tivemos uns dias agradáveis em
Monte Gordo, o tempo também esteve bom para fazer uns dias de praia. |














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