Este ano realizou-se pela primeira vez o "Festival entre Quintas",
organizado pela Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras(OCCO), Quinta do Casal Branco (Almeirim) e Quinta Casa Cadaval(Muge).
Devido à situação actual os lugares para
assistir a este festival foram muito limitados, tivemos sorte por nos
inscrevermos cedo e termos a oportunidade de assistir a este excelente
programa.
Ao participarmos neste Festival ajudámos os
músicos, com um donativo, para recuperar os meses sem atividade nem remuneração
devido à pandemia e consequente quarentena.
1º dia
Saímos de casa cedo com destino a Almeirim com
a intenção de almoçar num dos restaurantes locais, fomos ao antigo restaurante
"O Toucinho",
não comemos a tradicional a "Sopa da Pedra", mas comemos borrego grelhado que estava óptimo.
Depois do bom almoço e como estava muito calor
(38º) fomos até ao hotel "O Novo Príncipe"
onde tínhamos a nossa reserva, para deixarmos a bagagem e descansar um pouco,
tínhamos o 1º programa pelas 18:00 na Quinta do Casal Branco.
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| Almeirim - Quinta do Casal Branco |
Chegámos ao local passava um pouco das 17:00.
Antes do início passeámos um pouco pela quinta, já estava uma brisa muito
agradável.
Em jeito de preâmbulo, ainda antes deste
concerto, o público foi recebido no Festival Entre Quintas com uma
fanfarra.
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| Almeirim - Quinta do Casal Branco |
Este concerto inaugural realizou-se nos jardins da quinta e teve como tema a "Música das Américas", foi preenchido com música do filme West Side Story, tangos e ritmos da América Latina.
PROGRAMA
Findo o concerto fomos brindados com uma prova
de vinho e snacks para acompanhar, não esperávamos este miminho. Após este fim
de tarde muito agradável regressámos ao hotel para descansar, mas antes fizemos
um pequeno passeio pelo centro de Almeirim, estava uma noite fresca e agradável
que convidava ao passeio.
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| Almeirim - Quinta do Casal Branco |
2º dia
Depois do pequeno-almoço no hotel, servido com
todas as regras de segurança que se impõem actualmente, fomos até Alpiarça para
visitar o museu "Casa dos Patudos".
A casa foi
construída entre 1905 e 1909, e o autor do projeto foi o
arquiteto Raul Lino, por encomenda de José Relvas.
Relvas
legou a quinta dos
Patudos e praticamente todos os seus demais bens ao município de Alpiarça por
testamento de 1929. Entre
várias vontades que são referidas nesse testamento, uma delas é que a Casa
fosse conservada como museu.
Após a
morte de José Relvas, e de D. Eugénia Relvas, inicia-se um conflito judicial
entre o administrador da Quinta dos Patudos e alguns herdeiros do casal. A casa
permaneceu desabitada e sem qualquer utilização de 1951 até 1957, quando o
tribunal decidiu a favor da Câmara Municipal de Alpiarça e é instituído o
museu.
A 15 de
maio de 1960 foi inaugurado o Museu sob a responsabilidade técnica da Dra. Maria
de Lourdes Bartholo.
Na
madrugada de 21 de fevereiro de 1988 a casa dos patudos foi vítima de roubo
onde foram levadas cerca de seis dezenas de peças. Cerca de oito anos após o
roubo foram recuperados vários quadros pela polícia italiana, perto de uma
igreja na cidade de Milão, incluindo uma pintura de Rembrandt.
A visita foi guiada, mas sem possibilidade de tirar fotografias. Fantástica a
colecção de arte que nos é mostrada. Desde faiança, pintura e mobiliário entre
outras peças, valeu a pena a visita.
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| Alpiarça - Casa dos Patudos |
Depois desta visita deslocámo-nos até Escaroupim, Salvaterra de Magos para almoçar no Restaurante Escaroupim (tem o nome da localidade) escolhemos enguias com arroz de tomate malandrinho e jaquinzinhos com arroz de feijão, este restaurante à beira do rio Tejo, que já conhecíamos e aconselhamos, serve comida tradicional muito bem confeccionada e em boa quantidade.
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| Escaroupim - Restaurante |
Após o almoço fomos a Salvaterra de Magos à
"Cabana dos Parodiantes",
Café/Restaurante que foi buscar ao mítico programa radiofónico dos Parodiantes
de Lisboa inspiração para o nome da casa, onde fomos comprar os apreciados
"Barretes", uma doçaria regional.
Seguimos então para Muge para assistir ao
recital na Quinta da Casa Cadaval.
A Quinta da
Casa Cadaval pertence à família Álvares Pereira de Mello há quase quatro
séculos. Está situada na margem esquerda do rio Tejo e, nas últimas cinco
gerações, tem sido gerida por mulheres, sendo a actual administradora Teresa
Schönborn-Wiesentheid (Condessa de Schönborn e Wiesentheid). Seu pai, o conde
alemão Karl Schönborn-Wiesentheid, experiente em vitivinicultura, tornou a Casa
Cadaval pioneira em práticas vitivinícolas, como a separação de castas em
parcelas devidamente identificadas, algo que na sua época ainda era pouco
comum. A propriedade, com pouco mais de cinco mil hectares, está dividida entre
floresta, culturas de regadio, vinha, criação de cavalos e gado. A vinha ocupa
quarenta e cinco hectares, com castas nacionais e internacionais.
O recital "Homenagem a Olga Cadaval"
realizou-se na antiga adega da Quinta restaurada e preparada para eventos.
Espaço muito acolhedor e agradável.
Este recital foi um gesto de homenagem a Olga
Cadaval, uma figura importante no meio musical português como grande mecenas e
apoiante de artistas de todas as nacionalidades.
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| Muge - Quinta da Casa Cadaval |
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| Muge - Quinta da Casa Cadaval |
Programa:
Depois de terminar e como no dia anterior foi
servida uma prova de vinhos e aperitivos a acompanhar.
Regressámos então a casa após um fim de semana
musical e gastronómico muito agradável que não esperávamos que fosse tão
interessante.







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