Avançar para o conteúdo principal

Cidade de Pombal

Fizemos um passeio até à cidade de Pombal no distrito de Leiria, para explorar um pouco uma cidade que só conhecíamos de passagem.


Este passeio foi organizado pelo Centro de Convívio Guerra Junqueiro dos SSAP.

Iniciámos o percurso de autocarro em Sete-Rios, Lisboa, fazendo uma paragem na área de serviço de Santarém.

Chegados a Pombal, iniciamos a visita pelo Museu Marquês de Pombal, este museu está instalado na antiga Cadeia Velha de Pombal, edifício mandado construir pelo Marquês de Pombal em 1776. É actualmente um museu monográfico dedicado à História de uma individualidade, de um povo e de uma época. A data da fundação do Museu remonta a 1978.

Pombal - Museu Marquês de Pombal


O espólio primitivo tem sido complementado ao longo dos anos e actualmente o acervo do Museu dá ênfase à sua verdadeira identidade, sendo constituído por vários núcleos ligados a Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal) e à história nacional e local do séc. XVIII.

Sebastião José de Carvalho e Melo, nasceu em Lisboa a 13 de maio de 1699 tendo falecido em Pombal a 8 de maio de 1782. Foi-lhe atribuído por D. José I o título de Conde de Oeiras em 1759 e de Marquês de Pombal em 1770. A primeira urna dos restos mortais do Marquês encontra-se neste museu, posteriormente os restos mortais foram transladados para a Igreja da Memória na Ajuda, Lisboa onde se encontram actualmente.

Pombal - Museu Marquês de Pombal

Após esta visita e perto do museu fomos visitar a Igreja Matriz de S. Martinho.

De construção antiga, a Igreja Matriz de Pombal foi objeto de nova reedificação em 1520 e profundamente remodelada em 1816 pelo Capitão-mor de Pombal Jorge Coelho de Vasconcelos Botelho, após a sua devastação cinco anos antes, provocada pelo vandalismo das tropas francesas. O seu exterior apresenta uma arquitectura simples, contrastando com a beleza do seu interior. Foi nesta Igreja que em 1323 D. Dinis e seu filho D. Afonso celebraram o juramento público de paz por intermédio da Rainha Santa Isabel, como se pode constatar num grande painel de azulejos modernos fixados sobre o arco triunfal.

Realce também para a Capela lateral de Nª Srª da Piedade, espaço construído em 1551 e coberto por abóboda nervurada, tendo no fecho desta um brasão da família Freire Botelho. O destaque artístico concentra-se no seu belo retábulo de pedra policromada, obra renascentista dos meados do século XVI, atribuída ao atelier do escultor francês João de Ruão. este belo retábulo classicista apresenta episódios escultóricos versando a vida de S. Martinho, de Cristo e de S. João Baptista. Na sua composição plástica são ainda visíveis os bustos de um elegante apostolado. (fonte: Câmara Municipal de Pombal)

Pombal - Igreja Matriz de S. Martinho

Depois desta passagem pela Igreja Matriz, fomos visitar o Museu de Arte Popular Portuguesa.

O Museu de Arte Popular encontra-se instalado num edifício pombalino, classificado como Imóvel de Interesse Público, outrora um Celeiro, mandado construir em 1776 pelo Marquês de Pombal, para armazenar os cereais que vinham da sua quinta, A Quinta da Gramela. O edifício foi remodelado pela Câmara Municipal de Pombal, num projecto do Arquitecto Reis de Figueiredo, tendo as salas do rés do chão sido recuperadas e adaptadas ao projecto museológico do Museu de Arte Popular, dedicado ao Artesanato.

Trata-se de um museu geográfico, composto por um conjunto de objectos que caracterizam e são identificativos de uma determinada região, da memória de um povo e que contribuem para o aumento da consciência da herança cultural, transmitindo uma cultura em evolução e o conhecimento de outras culturas. Cada objecto revela uma história, sentimentos, um determinado meio físico, uma cultura própria, uma época, uma pessoa, neste espaço vestido de cultura popular, de fantasia e cor, que convida a uma visita atenta. (fonte: Câmara Municipal de Pombal)

Pombal - Museu de Arte Popular Portuguesa

Finda esta visita estava na hora do almoço, encontrámos um restaurante simpático no centro de Pombal o Vintage.

Antes do regresso a Lisboa fomos visitar a Igreja e Convento do Louriçal.

A construção do Convento do Louriçal deve-se a D. João V, na sequência de uma promessa que ainda enquanto príncipe fez. Na altura, foi escolhido para seu mestre e confessor o padre Francisco da Cruz, irmão da Madre Maria do Lado, que, aquando da doença de bexigas de sua alteza e com receio que ele não sobreviveria, levou a cruz que fora de sua irmã para a sua alteza beijar e pendurou-a à sua cabeceira, fazendo votos a Deus e à sua serva, prometendo que se saísse daquela enfermidade, fundaria um convento, que a Madre já dera princípio.

Construído e povoado o convento, as religiosas continuaram a utilizar para os actos de culto na igreja que fora do Recolhimento Franciscano, até o Rei D. João V ter conhecimento e mandar construir uma nova Igreja. Para que as obras se concretizassem e o convento ficasse de todo desafogado, fez-se um protocolo com a Câmara do Louriçal em 1734. Este acordo delineava uma nova urbanização do lugar, pois a construção de uma nova igreja e torre do relógio implicava o derrubamento de casas, a abertura de novas ruas e a construção de uma praça.
Louriçal - Igreja e Convento

A 11 de Março de 1878 morre a última irmã professa, recebendo a comunidade um decreto de extinção. O bispo, em defesa das pupilas do convento, solicitou a licença ao rei para que pudessem continuar a viver no Convento do Louriçal. O rei acedeu.
Mais tarde, pela instalação da República, em 1910, as religiosas foram expulsas do convento pelos Militares, para que fosse instalado aí um posto da GNR, que lá funcionou até 1925. Em 1927, a propriedade foi leiloada e comprada pela Predial Económica Limitada de Coimbra, com dinheiros da Madre Nazaré e das outras irmãs ainda vivas.
Em 1932, no terceiro centenário da morte da Madre Maria do Lado, deu entrada uma noviça conhecida por Madre Teresa. Que, quando em 1940, foi eleita para a Abadessa da comunidade, logo se preocupou em mudar a situação moral da comunidade, pois, até aí só podiam emitir votos temporários. Tanto trabalhou para modificar a sua condição que conseguiu alcançar a licença de votos perpétuos, para em 1956, alcançar também o Reconhecimento Canónico da comunidade. (fonte: Câmara Municipal de Pombal)
Louriçal - Igreja e Convento

No final desta visita regressámos a Lisboa, terminando mais um agradável passeio por esta bonita cidade de Portugal.





Comentários

Mensagens populares deste blogue

Observatório Astronómico de Lisboa

  Uma visita ao  Observatório Astronómico de Lisboa do programa Visitas Comentadas de Lisboa . Situado na Tapada da Ajuda fomos conhecer com visita guiada este Observatório. O Observatório Astronómico de Lisboa foi edificado entre 1861-67 e desenvolveu excelentes competências em trabalhos de Astrometria no séc. XIX e parte do séc. XX, que lhe granjearam reconhecimento internacional. Foi integrado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa em Março de 1995, mantendo a sua estrutura humana própria, onde usufrui de um ambiente científico moderno desenvolvido no meio académico. No verão de 2012 a Conselho da Universidade de Lisboa aprovou a integração do OAL na Unidade Museus da Universidade de Lisboa. As actividades e objectivos incluem globalmente a investigação científica e histórica, a preservação e divulgação patrimonial e a oferta de um serviço público de excelência. Podemos mencionar, entre estas tarefas, que o OAL Mantém e fornece a Hora Legal ao País segundo o...

Praia da Comporta e Alcácer do Sal

Uma ida à Praia da Comporta e almoço em Alcácer Sal .  Apreciamos muito esta linda cidade pela sua bela paisagem sobre o Rio Sado , quando podemos voltamos. O almoço foi no Restaurante Retiro Sadino , comemos um Arroz de Lingueirão que estava uma delícia. Depois do almoço fizemos um percurso pela zona ribeirinha do rio Sado.

Teatro "Fim de Semana com Sogros"

  No TIO - Teatro Independente de Oeiras assistimos à divertida comédia "Fim de Semana com Sogros". Sinopse: O casamento ia de vento em popa… ou não, até ao momento em que, sabe-se lá porquê… ou não, uma rajada de vento provocada pelo anticiclone dos Açores virou a vida de João Avilez de Melo e Murtosa de pernas para o ar. Isabelinha, a Belita do Johnny, saiu de casa levando o único filho que ainda aturava os pais.  A mãe de João chega da Alemanha para consolar o filho… ou não. O sogro aparece de surpresa… ou não. A empregada doméstica “joga em todas as frentes” … ou não. Se o ódio é a outra face do amor, então o amor é a outra face do ódio e, já dizia o outro, se uma porta se fecha, logo duas ou três se abrem… ou não. Chama-se a isto oportunidades. Elenco:   João Avilez de Melo e Murtosa: Carlos d’ Almeida Ribeiro Áurea Avilez de Melo (a mãe de João): Maria Helena Falé Tamára Sophia Alagoas Braga (empregada doméstica): Bárbara Meirelles Tito Antonino Vale César (o...