Fomos ver a exposição "Sarah Affonso e a Arte Popular doMinho" no Museu Calouste Gulbenkian.
Com marcação de uma visita orientada, programada pelo Museu Gulbenkian,
tivemos uma excelente apresentação das obras da artista expostas.
Nascida em Lisboa, em 1899, a vida de Sarah Affonso tem uma relação
particular com a sua obra. Foram poucas as mulheres que souberam transpor em
Portugal as barreiras sociais à afirmação das mulheres como artistas nas
primeiras décadas do século XX. Foi a primeira mulher a frequentar, contra
todas as convenções, o Brasileira, no Chiado, o que ilustra não só os
preconceitos do seu tempo, mas também o espírito independente com que os
encarava. Mas se, por um lado, o tempo em que viveu condicionou o seu percurso
artístico, foram também as suas vivências e memórias que usou como
matéria-prima da sua arte. Foi a partir da sua própria vida – da infância e e
dos laços de amizade e amor – que construiu uma linguagem e uma temática
próprias.
Esta exposição explora a relação entre a obra de Sarah Affonso e a arte popular do Minho.
Muitas vezes recordada como a mulher de Almada Negreiros, pretende-se aqui evocar
Sarah Affonso como uma artista modernista reconhecida com um percurso próprio,
de notável qualidade.
A relação particular da pintora Sarah Affonso com a arte e a cultura
popular do Minho é o tema central
desta exposição. Além das obras da artista, são apresentados objetos cerâmicos,
têxteis e ourivesaria, que a inspiraram na sua produção pictórica. Uma visita
que convoca estas relações e explora como Sarah Affonso se inscreve numa genealogia
de artistas que trabalharam o popular no contexto do modernismo português e
internacional. (fonte: Museu Calouste Gulbenkian)

Museu Calouste Gulbenkian - Exposição de Sarah Affonso

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