Mais uma viagem organizada pelos SSAP,
desta vez para visitar o Convento de Cristo em Tomar e o Museu Nacional Ferroviário no Entroncamento.
Fomos como habitualmente até Sete Rios para o encontro com o grupo e
seguirmos de autocarro por volta das 9h.
Fizemos uma primeira paragem em Aveiras de
Cima, a habitual paragem para beber café ou tomar o pequeno almoço.
A viagem foi calma e chegámos ao Convento de Cristo pelas 11h.
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| Tomar - Convento de Cristo A visita ao Convento de Cristo foi orientada por uma técnica superior do
convento, que durante a visita nos contou com muito humor muitas histórias
sobre o passado do local que estávamos a visitar. O Castelo de Tomar e Convento de Cristo, sede
das ordens religiosas e militares do Templo e de Cristo foi classificado como
património da humanidade e inscrito na lista do património mundial da UNESCO,
em 1983.Breve História:
O Convento de Cristo é o nome que se dá ao conjunto constituído pelo Castelo Templário de Tomar e o Convento da Ordem de Cristo da época do Renascimento, a Mata dos Sete Montes, a Ermida da Imaculada Conceição e o Aqueduto dos Pegões. Tomar - Castelo Séculos XII a XVIII
O Castelo teve a sua fundação nos anos de 1160 por Gualdim Pais no
reinado de D. Afonso Henriques. Este compreendia a vila murada, o
terreiro e a casa militar, a Alcáçova e o oratório dos cavaleiros e a Charola concluída em 1190.
Em 1357, quarenta e cinco anos depois da extinção da Ordem dos Templários, o castelo passou a ser em definitivo a sede da Ordem de
Cristo, criada em sua substituição ainda no reinado de D. Dinis. Tomar - Castelo Em 1420 já com o castelo sede da Ordem de Cristo, o Infante D. Henrique transforma a casa militar num convento e adapta a Alcáçova para sua casa senhorial.
No início do século XVI D. Manuel I, Rei e Governador da Ordem de Cristo, amplia a Rotunda templária
para ocidente, com uma nova construção extramuros.
A partir de 1531 com a reforma da Ordem de Cristo, por D. João III, vai der construído o grande convento do renascimento, rodeando a
nave Manuelina. Tomar - Convento de Cristo O convento terá a sua conclusão com um Aqueduto de 6km de comprimento
mandado construir por Filipe II de Espanha e no tempo que seguiu à guerra da Restauração, construíram-se
os edifícios da Enfermaria e da Botica.
É no terreiro da igreja do Convento de Cristo que têm lugar as Cortes de
Tomar de 1581, em que D. Filipe I (Filipe II de Espanha) é aclamado Rei de Portugal. Herdeiro do
trono português, Filipe I torna-se também mestre da Ordem de Cristo. Tomar - Convento de Cristo Séculos XIX a XXI Em 1811 as tropas francesas ocupam o convento, levando à destruição do notável cadeiral do coro.
Em 1834, a extinção das ordens religiosas põe subitamente termo à vida
monástica neste convento. Parte importante do seu recheio é roubado,
nomeadamente livros de canto em pergaminho com iluminuras, pinturas e outros
espécimes artísticos. Tomar - Convento de Cristo Em 1845 D. Maria II, acompanhada por D. Fernando, instala-se no convento; sete anos mais tarde D. Fernando ordena a
demolição do piso superior do Claustro de Santa Bárbara e do primeiro e segundo
pisos da ala sul do Claustro da Hospedaria para permitir uma melhor
visualização das fachadas da igreja quinhentista, nomeadamente da janela
manuelina, a oeste, que ficara obstruída pelas edificações renascentistas.
No final do século XIX são entregues aos militares diversas dependências. Tomar - Convento de Cristo Charola Tomar - Charola do Convento de Cristo A Charola do Convento de Cristo era o oratório privativo dos Cavaleiros no
interior da fortaleza. Tendo como modelo a basílica paleocristã do Santo
Sepulcro, de Jerusalém, é um dos raros e emblemáticos templos em rotunda da
Europa medieval. A sua construção foi realizada em duas etapas: a inicial
decorreu na segunda metade do século XII (c. 1160-1190), num tempo dominado
pelo românico; a segunda, de finalização do templo, cerca de quatro décadas
mais tarde (c. 1230-1250), já em fase de plena afirmação da linguagem gótica em
Portugal. O resultado é uma obra que cruza elementos de ambos os estilos
(românico e gótico). A planta da Charola desenvolve-se em torno de um espaço
central, octogonal, que se desdobra em dezasseis faces no paramento exterior do
deambulatório. O interior do tambor central é coberto por uma cúpula assente em
nervuras cruzadas, de grande verticalidade, e o deambulatório por abóbada de
canhão. Tomar - Charola do Convento de Cristo Janela do Capítulo Tomar - Janela do Capítulo do Convento de Cristo A Nave manuelina, tanto internamente como exteriormente, é guarnecida de uma
profusa ornamentação escultórica simbólica, heráldica e sacra.
O caso mais emblemático deste tratamento formal, são as janelas da sacristia
manuelina dita "Casa do Capítulo". Inicialmente em número de três,
chegaram aos nossos dias duas.
Ladeada por dois gigantescos contrafortes, esta janela é ornada por um
exuberante universo figurativo onde estão presentes os temas de marinhagem - a
madeira, o cordame, as bóias, etc., - as insígnias da Ordem - a cruz heráldica,
esfera armilar, o brasão do reino, - e figurações simbólicas, particulares à
mística da Cavalaria Espiritual e à missão que a Ordem de Cristo tinha na
empresa das Descobertas. Continuação da viagem: Depois da visita ao Convento de Cristo, fomos até junto ao Rio Nabão onde almoçámos, Depois do almoço seguimos até ao Entroncamento. ![]() Tomar - Junto ao Rio Nabão No Entroncamento fomos visitar o Museu Nacional Ferroviário, espaço de vivência colectiva, é
um museu de abrangência internacional, que nos conta a história do caminho de
ferro em Portugal. Entroncamento - Museu Nacional Ferroviário Tem uma das melhores colecções de património ferroviário da Europa. O acervo
museológico é constituído por cerca de 36000 objectos, muitos com peso e
volumetria consideráveis, os quais se inserem nas seguintes categorias:
Material Circulante; Equipamentos de Via e Catenária; Equipamento de Oficina;
Equipamentos de Comunicação, Informação e Sinalização; Equipamentos de Estação,
Escritório, Tarifários e Bilhética; Protecção e Segurança; Equipamentos de
Restauração; Equipamento Têxtil; Equipamento de Saúde e Espólio Documental. Entroncamento - Museu Nacional Ferroviário Este Museu gere um legado de 160 anos, desde os primórdios da locomotiva a
vapor, ao transporte ferroviário do futuro. Muito interessante esta visita que
nos foi apresentada pelo Sr. João Paulo, guia do Museu, que nos presenteou com
uma descrição de todo o material existente de uma forma muito agradável e com
muito conhecimento nesta área. Entroncamento - Museu Nacional Ferroviário Terminámos a visita ao Museu já perto das 18h00. Finalizado o programa do
passeio regressámos a Lisboa. Programa muito interessante tanto em Tomar como no Entroncamento ficámos mais ricos de conhecimento sobre o nosso património. |














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