Foi excelente o bailado "Coppélia" ou a Rapariga dos Olhos de Esmalte no Teatro Camões pela Companhia Nacional de Bailado e a Orquestra de Câmara Portuguesa.
Quinze anos após a última apresentação pela CNB do clássico de John Auld segundo Saint Léon, Petipa e Cecchetti, com música de Léo Delibes, Coppélia voltou a subir ao palco, com a Orquestra de Câmara Portuguesa, dirigida por Pedro Carneiro. Um bailado onde a ilusão e fantasia se misturam com o humor.
Coppélia explora a fronteira ténue entre o real e o ilusório e o fascínio humano por bonecos autómatos, intimamente ligados ao interesse pelo avanço tecnológico e científico no século XIX.
Inspirado na obra Der Sandmann de E.T.A. Hoffmann, Coppélia ou a Rapariga dos Olhos de Esmalte é um bailado onde a ilusão e fantasia se misturam com o humor. Estreado no Théâtre Impérial de l'Opéra em Paris a 25 de maio de 1870, a história centra-se na jovem Swanilda e no seu noivo Franz. Swanilda fica com ciúmes quando percebe que Franz está encantado por uma bela rapariga que aparece frequentemente à janela do atelier do misterioso fabricante de bonecas, Dr. Coppélius, desconhecendo que na verdade se trata de uma boneca mecanizada: Coppélia. Franz e Swanilda são arrastados para uma série de mal-entendidos e aventuras caricatas, conseguindo, mesmo em vésperas do seu casamento, escapar do confronto com Dr. Coppélius por terem invadido o seu atelier.
Escolhemos o dia de representação onde estiveram António Casalinho e Margarita Fernandes como artistas convidados.
A convite do Diretor Artístico da CNB, Fernando Duarte, os bailarinos portugueses António Casalinho e Margarita Fernandes, do Bayerisches Staatsballett, Munique, interpretaram os papéis de Franz e Swanhilda, no bailado Coppélia ou a Rapariga dos Olhos de Esmalte. Foi a primeira vez que os premiados bailarinos dançaram com a Companhia Nacional de Bailado.
Margarita Fernandes nasceu em Portugal em 2005 e iniciou a sua formação no Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez, onde estudou sob a metodologia cubana. Com apenas 16 anos, juntou-se ao Bayerisches Staatsballett em Munique, onde atualmente é Primeira Solista.
O seu repertório inclui papéis principais como Julieta em Romeu e Julieta (Cranko), Sylphide em La Sylphide (Lacotte), Swanhilda em Coppélia (Petit), Alice em Alice no País das Maravilhas (Wheeldon), Olga em Onegin (Cranko) e Helena em Sonho de uma Noite de Verão (Neumeier). Além disso, tem interpretado papéis de destaque em obras de Alexei Ratmansky, Nacho Duato, John Neumeier, Paul Ligthfoot e Sol Leon.
António Casalinho nasceu em Portugal em 2003 e iniciou a sua formação no Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez, onde desenvolveu uma base sólida na metodologia cubana. Atualmente com 21 anos de idade, é Primeiro Bailarino do Bayerisches Staatsballett, em Munique. Desde que integrou a companhia em 2021, António interpretou papéis principais em diversasproduções, incluindo Romeu em Romeu e Julieta (Cranko), James em La Sylphide (Pierre Lacotte), Franz em Coppélia (Petit), Lenski em Onegin (Cranko) e Mercutio em Romeu e Julieta (Cranko). O seu repertório também inclui obras de Alexei Ratmansky, Christopher Wheeldon, Marco Goecke e Jiří Kylián.
Valeu a pena voltar a ver este bailado pela CNB e a Orquestra de Câmara Portuguesa pelas excelentes interpretações e por todo o espectáculo.


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