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Uns dias em Arouca

Umas miniférias passadas num dos locais mais bonitos de Portugal, Arouca.

 

1º dia

Fomos diretos ao Porto para uma consulta de oftalmologia junto à da Foz do Douro.
Almoçámos no Mercado do Bom Sucesso. Depois da consulta dirigimo-nos então para Arouca.
Ficámos hospedados num espaço de turismo rural, na Quinta de Anterronde Agroturismo uma
exploração agrícola de Kiwis e Mirtilos. 

Santa Eulália - Quinta de Anterronde


Depois da recepção no alojamento fomos até ao centro de Arouca para passear um pouco pelas ruas da vila e depois lanchámos na Loja dos Doces Conventuais. Uma surpresa a quantidade de doçarias que existem em Arouca.

Após este passeio, regressámos à Quinta para o nosso merecido descanso.

Arouca - Centro

2º dia

Neste segundo dia tínhamos a marcação para a travessia da Ponte 516 que faz parte dos Passadiços do Paiva em pleno Arouca Geopark.

Deixámos o carro junto à igreja de Alvarenga.

A caminho da Ponte 516

Tínhamos a travessia marcada para as 11h00, mas fomos mais cedo pois tínhamos o percurso pedonal de pelo menos 20 minutos mais ou menos 1Km. A travessia da ponte é feita com um guia local a acompanhar. Como o nome indica a ponte tem 516 metros de comprimento. Fizemos a travessia em cerca de 45m, ida e volta.

Alvarenga - Ponte 516

A estrutura da ponte é constituída por gradis e cabos de aço, do tapete por onde passamos podemos ver o Rio Paiva em baixo. Tem cerca de 175 metros de altura acima do rio, 516 metros de vão e 1,20 m largura. Durante a travessia e como estava um pouco de vento o tabuleiro da ponte oscilava um pouco, mas sem que isso nos fizesse ter algum receio.

Nesta travessia temos à nossa volta uma paisagem deslumbrante. O rio corre em baixo e também uma cascata junto à ponte.

Adorámos e já estamos a planear voltar na Primavera para fazer parte dos Passadiços que ainda não fizemos. 

Travessia da Ponte 516

Após a travessia da ponte regressámos a Arouca para almoçar. Escolhemos um dos restaurantes que na Quinta nos informaram ser dos melhores, a Tasquinha da Quinta, onde escolhemos comer uma posta de vitela grelhada. A carme desta região tem um sabor muito diferente daquela que comemos na maior parte dos restaurantes nas cidades, bons pastos e animais criados ao ar livre.

Depois do almoço fizemos a visita ao Mosteiro deSanta Maria de Arouca e Museu de Arte Sacra

Iniciamos a visita pela igreja do Mosteiro, em pleno centro histórico, a Igreja do Mosteiro apresenta-se majestosa e dominadora, mostrando, exuberante, as pinturas, as esculturas e a abundante talha dourada. É um local de recolhimento e oração, mas também um espaço de contemplação.

Arouca - Igreja do Convento de Santa Maria

A nave da igreja é retangular, dividindo-se verticalmente em duas partes: a parte inferior cortada em arcos para capelas e a parte superior com janelas-tribunas. Podem-se observar nichos com estátuas da ordem beneditina. A capela-mor, estreita e de formato quadrado, tem um retábulo executado pelo entalhador Vieira da Cruz (1723) e dourado, em 1733, ao estilo joanino. No retábulo do altar, do lado direito, encontra-se a urna- relicário de Santa Mafalda, com estrutura em ébano e com aplicações de prata e de bronze dourado, apresentando chapas de cristal na parte da frente e dos lados, para possibilitar a vista do corpo da Rainha Os altares são decorados em talha dourada, com esculturas de santos em madeira policromada.

O Coro está dividido em duas partes: a parte superior tem janelas e nichos, sendo decorada com esculturas femininas, em tamanho natural, executadas em calcário de Coimbra, pelo escultor Jacinto Vieira, de Braga, em 1725. A parte inferior do Coro tem um notável cadeiral do barroco nacional, datado de 1725, em talha dourada e de 104 assentos, dispostos em duas filas sobrepostas, sobre as quais se encontra um emolduramento em talha dourada a rodear telas do séc. XVIII, representando cenas sagradas da vida e morte da beata Mafalda, da vida de Cristo e da Virgem, assim como de santos.

Ao nível da tribuna, encontra-se um imponente órgão, decorado com diversas figuras barrocas de monges. O órgão é todo dourado, com exceção da base que é pintada a marmoreados e apresenta dois medalhões de bustos clássicos e, ao centro, a data de 1743. O órgão é composto por um varandim dividido em panos vazados e ornados e pelo alto espaldar da tubagem. A rematar, encontram-se os escudos de Portugal e de Cister-Alcobaça, além de uma pequena figura da Fama. Ao lado do teclado, podem ver-se retângulos pintados de motivos chineses e, sobre o teclado, a imagem de Santa Cecília a tocar.

Vale a pena uma visita pormenorizada à Igreja do Mosteiro de Arouca, cujo projeto, traçado em 1703, se deve ao arquiteto maltês Carlos Gimac. O interior deixa ressaltar o equilíbrio da combinação entre a arquitetura e a ornamentação barroca, com belos retábulos de talha dourada. (fonte: Visit Arouca)

Depois desta visita, fomos ver o Convento, do qual faz parte também o Museu de Arte Sacra.

No caso de Arouca, o seu mosteiro foi o principal polo dinamizador da economia da região durante centenas de anos. Várias fontes dão conta que de o Mosteiro de Arouca foi fundado ainda na 1ª metade do século X. Foi dos mais ricos do país e pertenceu à Ordem de Cister.

O Mosteiro de Arouca passou a ter um papel mais preponderante quando D. Mafalda, rainha de Castela, ali viveu entre 1220 e 1256, estabelecendo-se assim uma ligação entre o convento de Arouca e a rainha Stª Mafalda. Filha de Sancho I de Portugal, foi prometida por contrato de casamento a Henrique de Castela em 1215. Após o falecimento deste, com 13 anos, D, Mafalda regressou a Portugal não tendo o casamento sido consumado, embora lhe tenha sido dado o título de Rainha. O seu pai doou-lhe o Mosteiro de Arouca onde se estabeleceu. D. Mafalda contribuiu para uma época de crescimento do mosteiro também porque anexou as suas terras ao mesmo. D. Mafalda morreu a 1 de maio de 1256 e encontra-se sepultada na igreja do mosteiro de Arouca. D. Mafalda foi beatificada em 1792, sendo que o seu corpo repousa numa urna numa das alas da Igreja do Mosteiro, para onde foi transladada em 1793.

Arouca - Museu de Arte Sacra

Fruto do seu já histórico peso na vida económica da região do vale de Arouca, no final do século XVII foi reconstruído e ampliado. Em 1725 deflagra-se um grande incêndio e foi por isso novamente reconstruído, tendo sido erigida, o coro das freiras, os claustros, o refeitório e a cozinha que ainda hoje podemos visitar.

Após a extinção das ordens religiosas, todo o seu património e espólio, objetos de cultos, mobiliário, manuscritos litúrgicos, esculturas, pinturas, tapeçarias passaram para a Fazenda Pública. As freiras que já viviam no mosteiro ali permaneceram até à última delas ter falecido em 1886. O espólio foi transferido para o Museu de Arte Sacra que pode ser visitado. (fonte: Museu Arte Sacra)

Depois desta viagem pelo passado de Arouca fomos ver a panorâmica do Miradouro do Detrelo da Malhada situado a 1099 metros de altitude, trata-se de um miradouro com vistas imperdíveis, desde a Serra da Freita até ao mar.

Miradouro do Detrelo da Malhada

Esta panorâmica está localizada na Serra da Freita e região de Moldes, e permite-nos admirar locais como as elevações de Gamarão, passando pelo vale do Rio Paiva, a Serra de Montemuro, o encaixe do Vale do Douro e as serras que vão de Valongo até o Gerês.

Como a altitude é grande estava um vento muito frio no local.
Depois seguimos para a Frecha da Mizarela.

A Frecha da Mizarela é uma magnífica queda de água, formada pelo rio Caima, que se despenha de uma altura superior a 60 metros. Sítio de relevante interesse geológico, a sua origem deve-se ao contacto entre rochas graníticas e xistentas e, ainda, à movimentação associada ao sistema de falhas da serra da Freita. Como o granito é mais resistente à erosão fluvial do rio Caima, de que os xistos, formou-se este enorme desnível que originou a grandiosa queda de água. Fazendo o percurso pedestre que se encontra aí assinalado (PR7), é possível descer ao fundo do vale do rio Caima e apreciá-la de uma outra perspectiva.

Frecho da Mizarela

Depois destas visitas regressámos a Arouca para novamente lanchar na Pastelaria dos Doces Conventuais. Antes do regresso à quinta comprámos alguns produtos regionais.

Fomos então para a quinta, o Carlos e o Luís voltaram a Arouca, casualmente o Benfica jogava nesse dia com o Arouca e eles foram ver o jogo na Casa do Benfica.

3º dia

Último dia de estadia em Arouca.

Para este dia estava prevista a visita ao Museu das Trilobites em Canelas nos arredores de Arouca.

O Museu das Trilobites, localizado no Centro de Interpretação Geológica de Canelas, concelho de Arouca, exibe uma excecional coleção paleontológica que alberga uma fauna de invertebrados fósseis do Ordovícico Médio, onde se destacam trilobites, bivalves, gastrópodes, cefalópodes, braquiópodes, crinóides, cistóides, hiolítideos, conulárias, ostracodes, graptólitos e icnofósseis.

Aberto ao público desde 1 de Julho de 2006, este Museu fica situado nas imediações da “Pedreira do Valério”, pertencente à empresa Ardósias Valério & Figueiredo, Lda, herança da família há mais de cem anos. Aí pode observar alguns dos milhares de exemplares recolhidos na pedreira. Este Museu particular tem desempenhado um papel fundamental no estudo, preservação e divulgação deste património.

Parece estranho, mas há centenas de milhões de anos, Arouca estava coberta pelo mar. E prova disso são os muitos fósseis marinhos que se encontram entre Arouca e Valongo. No Museu das Trilobites, alguns dos fósseis existentes são dos maiores achados até agora na Terra – um património inestimável para a Paleontologia e para o conhecimento da História do nosso planeta.

O Museu tem dois pisos e permite a visualização de vídeos, textos e imagens elucidativos da formação dos fósseis. É impossível não ficar surpreendido com a dimensão, a raridade e a beleza destes fósseis que são símbolos da vida existente na Terra há cerca de 500 milhões de anos.

No Museu das Trilobites, Centro de Interpretação e Investigação Geológica de Canelas, as trilobites têm um lugar de destaque, como os maiores exemplares do mundo, da sua espécie. Os fósseis aqui expostos contam-nos histórias da história da Terra, algumas passagens da evolução da vida no nosso planeta. Nos dois pisos do Museu terá a oportunidade de visualizar vídeos, textos e imagens elucidativos da formação desses fósseis. Aqui ficará a compreender o verdadeiro enigma da formação das trilobites, e entenderá melhor este fenómeno encontrado entre as finas camadas de xisto que se encontram na região. No Interior das finas camadas, surgem verdadeiras “fotografias” dos animais que habitaram os mares há 500 milhões de anos.

O Centro de Interpretação e Investigação Geológica de Canelas (CIGC) é um exemplo de cooperação entre a indústria extrativa, a educação e a ciência.

Em colaboração com a empresa de ardósias, o Centro de Interpretação promove a visita à unidade de transformação das ardósias e dinamiza um percurso didático-pedagógico, a “Rota do Paleozóico”, ao longo de um conjunto de trilhos na área envolvente. (fonte: Visit Arouca)

 

Canelas - Museu das Trilobites

Após esta visita e como estava perto da hora do almoço fomos até Alvarenga para almoçarmos no Restaurante Mota.


Nas proximidades dos Passadiços do Paiva, o tradicional restaurante Zé Mota proporciona uma experiência gastronómica ideal para os que buscam os sabores da região de Alvarenga, Arouca. Conhecido pela carne saborosa vinda da raça Arouquesa, o Mota se tornou um dos restaurantes mais procurados da região, pelo famoso "Bife de Alvarenga" e a "Vitela Assada".


Alvarenga, para além de ser considerada pelos seus habitantes como "capital do mundo", é também apelidada de "capital do bife". Com muito orgulho, o Mota recebe seus clientes com sua história e sua cozinha tradicional. (fonte: Tripadvisor)


Alvarenga - Restaurante Mota

Depois de uns suculentos bifes e satisfeitos com tudo o que vimos e comemos na região regressámos a casa.


Adorámos estes dias nesta região, as pessoas são de uma extrema simpatia, a comida muito boa o alojamento também, tudo nos deixou uma enorme vontade de voltar.

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