Organizado pelo SSAP, fomos passar uns dias na região de Elvas.
1º Dia
Como é habitual saímos de Sete Rios,
Lisboa, em direcção a Évora onde almoçámos no restaurante "A Choupana",
na rua dos Mercadores.
Depois do almoço fomos passear um pouco e
visitámos a Sé de Évora e o seu Museu de Arte Sacra.
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| Évora - Sé Catedral |
A Sé
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A Sé! Vê-se ao longe a sua silhueta
recortada na paisagem urbana. Mais conhecida por Catedral de Évora ou Sé de
Évora, o seu verdadeiro nome é Basílica Sé de Nossa Senhora da Assunção. É a
maior catedral medieval de Portugal. A Catedral de Évora, cuja construção foi
iniciada em 1186 e consagrada em 1204, foi concluída apenas em 1250. É um
monumento fascinante e imponente. Toda em granito, é marcada pela transição do
estilo românico para o estilo gótico. Foi melhorada durante os séculos XV e XVI,
sendo dessa época o coro-alto, o púlpito, o batistério e o arco da Capela de
Nossa Senhora da Piedade ou capela do Esporão (1529). Esta capela da Sé de
Évora é um testemunho invulgar de arquitetura híbrida plateresca.
No século XVIII, a Catedral tornou-se mais
rica com a construção da capela-mor, apadrinhada por D. João V. Aqui, os
mármores provenientes de Estremoz assumem particular importância na
surpreendente conjugação com a rigidez das linhas romano-góticas. O Museu Instalado na Sé, de estilo românico-gótico,
este museu alberga diversos tesouros religiosos, dos quais os mais notáveis são
o Santo Lenho, em prata dourada revestida de pedras preciosas e o tríptico em
marfim (século XII) com cenas da Virgem, conhecido por Virgem do Paraíso.
Outros motivos de interesse são: joalharia
(séculos XVI-XVIII), escultura (séculos XIV-XVIII), mobiliário religioso
(séculos XVI e XVII) e paramentos dos séculos XVI-XVIII (uma das mais ricas
colecções de Portugal). (fonte: Visit Évora) |
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| Évora - Museu de Arte Sacra Depois desta visita, seguimos em direcção ao Templo Romano de Évora. Évora - Templo Romano O Templo Romano de Évora,
erroneamente conhecido como Templo de Diana. Faz parte do centro histórico da
cidade, o qual foi classificado como Património
Mundial pela UNESCO. O templo romano encontra-se classificado
como Monumento Nacional pela Direcção-Geral do Património
Cultural. É um dos mais famosos marcos da cidade e um dos símbolos mais
significativos da presença romana em território português. Está situado no Largo Conde de Vila Flor,
na freguesia da Sé e São Pedro, fazendo conjunto com a Sé de Évora,
Tribunal da Inquisição, Igreja e Convento dos Loios, a Biblioteca Pública
de Évora e o Museu. O templo é um exemplo da arquitectura
religiosa do período romano, sendo de forma rectangular, com as colunas
organizadas nos estilos hexastilo e períptero. O modelo
utilizado na construção do edifício foi o mesmo utilizado na instalação dos
templos do imperador Trajano e do imperador Adriano, no Século II d.C.,
sendo semelhante ao templo de Maison Carrée, na cidade francesa
de Nîmes. O monumento ficou conhecido
como Templo de Diana devido a uma teoria avançada pelo padre jesuíta
Manuel Fialho no Século XVII, que era dedicado a Diana,
deusa romana da caça, e às semelhanças com o Templo
de Diana, na cidade espanhola de Mérida. A denominação
de Templo de Diana manteve-se até às décadas de 1980 e 1990, quando
foi descoberto que o templo tinha sido dedicado ao imperador
Augusto. Seguimos depois para o Largo da Porta de Moura onde está a Fonte das Portas de Moura ou Chafariz das Portas de Moura. Évora - Largo da Porta de Moura Inaugurada em 1556, a Fonte das Portas de
Moura era abastecida pelo Aqueduto da Água da Prata. Encomendada pelo Arcebispo
de Évora D. Henrique (mais tarde Rei de Portugal), é inteiramente feita em
mármore branco, e apesar de menos vistosa que a Fonte da Praça do Giraldo, é
ainda assim um belo exemplar da arquitectura civil maneirista, dando um ar de
graciosidade ao Largo onde se insere. Ao longo dos séculos permaneceu
praticamente inalterada, mantendo-se assim fiel ao espírito da época. Classificada como Monumento Nacional em 1922, integra também o conjunto que
é Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO. (fonte: Conhecer Portugal) Depois da passagem por esta fonte entrámos na que é considerada a melhor pastelaria de doces conventuais de Évora, a "Pastelaria Conventual Pão de Rala" onde comprámos uns docinhos. Évora - Pastelaria Conventual Pão de Rala Esta pastelaria é especializada na
doçaria conventual, destacando-se o Pão de Rala que
dá o nome á casa, as queijadas de Évora, os pasteis de toucinho, a encharcada,
o queijinho do céu, os papos de anjo e tudo o que seja doçaria conventual.
Após a passagem por esta pastelaria seguimos
para Elvas, onde ficámos hospedados no Hotel D. Luis. 2º diaO dia começou com uma visita a Estremoz.
Começámos por visitar o Pátio e a Capela da Rainha Santa Isabel. Estremoz - Capela da Rainha Santa Isabel Segundo Túlio Espanca, terá sido
aqui construído um oratório em 1659, por ordem de D. Luísa de Gusmão,
viúva de D. João IV (r. 1640-1656) em ação de graças pela vitória portuguesa na
Batalha das Linhas de Elvas. Em 1680, durante o reinado de D. Pedro II (r.
1675-1706) e por iniciativa deste, realizam-se obras que estiveram a cargo do
Padre Francisco Tinoco da Silva, beneficiando consideravelmente o templo.
Inevitavelmente, 18 anos depois, em 1698, depois da explosão do paiol de
pólvora do castelo, novas obras foram necessárias, apesar de, segundo um relato
da época, esta capela não ter sofrido grandes danos, dando a entender que terá
sido mais um milagre da Rainha Santa. Os painéis de azulejo e as telas a óleo, ambos claramente joaninos, são atribuíveis os primeiros a Teotónio dos Santos (cerca de 1725), segundo José Meco, e os segundos a André Gonçalves (década de 1730), segundo Maria de Lourdes Cidraes. Os painéis a azulejo e as telas a óleo são representativos da vida e imaginário lendário da Rainha Santa Isabel, nomeadamente os milagres que lhe são atribuídos, que foram a causa da sua canonização em 1625 pelo papa Urbano VIII. O exuberante coro construído em mármore branco exibe uma inscrição latina, de 1808, de agradecimento da população de Estremoz a Santa Isabel por tê-la protegido dos saques resultantes das Invasões Francesas. (fonte: Câmara Municipal de Estremoz) Depois fomos visitar o Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho. Estremoz - Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho O Museu Municipal de Estremoz Prof. Joaquim
Vermelho tem uma coleção de forte componente etnográfica, com especial enfoque
nos Bonecos e Olaria de Estremoz. Patente ao público está também a
reconstituição de uma Casa típica Alentejana e uma coleção de arqueologia
composta por Estelas funerárias medievais e peças que vão do calcolítico à
romanização. Em 1879 foi pedido, em sessão camarária pelo
presidente Deville, autorização para criar um pequeno museu anexo á biblioteca,
ao qual deseja dar uma feição por assim dizer, local; vindo a ser mais
propriamente uma exposição permanente de várias indústrias peculiares de
Extremoz, e a par dos produtos industriais, como, por exemplo, dos mármores,
cortiça, cerâmica, podiam estar representados produtos agrícolas. Na sequência
deste pedido foi o Museu fundado em 2 de maio de 1880 como anexo da Biblioteca
Popular de Estremoz. O Museu passou a ocupar o imóvel atual na
década de 60 do século XX, um edifício de planta oblonga com cobertura de duas
águas e frontaria de seis sacadas, cuja construção datará do séc. XIII/XIV,
sofrendo depois o imóvel vastas reformas nos séculos seguintes, tendo aí
funcionado o Hospício de Caridade, a Escola Régia, a Escola Primária Masculina
e algumas aulas da Escola Industrial e Comercial. Em 2003 o Museu Municipal de Estremoz passa a
denominar-se Prof. Joaquim Vermelho, estremocense que se destacou no ensino, na
Biblioteca e na direção do Museu Municipal e que, entre 1977 e 1980 trabalha
com a Missão UNESCO e o seu conselheiro Dr. Per-Uno Ägren, no projeto de
revitalização/reorientação das instituições museológicas em Portugal. Este
encontro é da maior importância já que o conselheiro reconhece a qualidade de
Joaquim Vermelho, ao propor o Museu de Estremoz como museu piloto neste
projeto. (fonte: DGCP) Seguimos depois para a visita à Igreja de Santa Maria ou Igreja Matriz de Estremoz. Estremoz - Igreja de Santa Maria ou Igreja Matriz As obras deste templo começaram em 1560,
graças ao patronato do Arcebispo de Évora Cardeal Infante D. Henrique (futuro
Rei de Portugal entre 1578 e 1580) e do rei D. Sebastião (r. 1557-1578), apenas
em inícios do séc. XVII este imóvel estava completo. O seu mestre-de-obras e
empreiteiro foi Pero Gomes, entre 1559 e 1562, desconhecendo-se mais qualquer
referência documental em relação a outros construtores. De qualquer forma, a
sua existência está atestada desde a segunda metade do séc. XIII, numa cantiga
de Afonso X, o Sábio (r. 1252-1284), rei de Leão e Castela, em que refere a
igreja e um suposto milagre que nela aconteceu por graça de Santa Maria. Teve
grandes obras de restauro em 1969 e 1970 e, recentemente, houve também o
restauro de uma pintura parietal da nave no tramo direito. De estilo predominantemente maneirista, com a fachada em estilo chão, mas com elementos também do Maneirismo, a sua simetria baseada em formas geométricas perfeitas atesta a sua traça principal. A sua largura é igual ao comprimento e à altura, sendo que os 7 metros a mais no comprimento são devidos ao alargamento posterior da capela-mor. Todos os elementos estão matematicamente relacionados entre si, tornando a igreja quase num compêndio de geometria (por exemplo, a largura de cada tramo é exactamente um terço da largura da igreja, o comprimento das sacristias é exactamente um quarto do comprimento dos tramos). Segundo Manuel Branco e Maria João da DGEMN, “(…) a depuração voluntária de todo o projecto (…) tem a expressão máxima e paradigmática na ausência de frontão, torres ou pináculos.”. (fonte: Câmara Municipal de Estremoz) Depois desta visita em Estremoz, voltámos a
Elvas para almoçar no Hotel. Depois do almoço seguimos para Campo Maior para visitarmos o Centro de Ciência do Café. Campo Maior - Centro de Ciência do Café Propriedade da empresa Delta Cafés, é um
espaço que pretende dar conhecer as temáticas relacionadas com o café,
nomeadamente a história da indústria da torrefação no concelho, desde os tempos
do contrabando até à atualidade. Neste Museu pretende-se acima de tudo que o
visitante possa percorrer todo o ciclo do grão do café, desde a plantação em
terras longínquas, passando pela fase de torrefação, até ser bebido na chávena
sob a forma que todos nós conhecemos. Além disso, conhece-se também a história
da Delta e do seu fundador, o Comendador Rui Nabeiro. (fonte: Câmara Municipal de Campo Maior) Após a visita fomos até ao centro de Campo
Maior, passeámos pela zona do Castelo e descansámos um pouco no Jardim
Municipal. Campo Maior Depois de ocupação sucessiva por Celtas,
Romanos e Muçulmanos, a vila de Campo Maior foi reconquistada no ano de 1230,
integrando definitivamente o território português com o Tratado de Alcanices
(1297). O castelo foi mandado construir alguns anos mais tarde, em 1310,
pelo rei D. Dinis ao mesmo tempo que concedeu carta de foral à povoação. Tendo
sido implantado no topo do Outeiro de Santa Vitória, a 299 m de altitude, em
plena raia, a 10 km da linha de fronteira e a 18 km de Badajoz e de Elvas
(lugares que se avistam das suas torres). Nos finais do século XV, pela importância
estratégica de Campo Maior na defesa fronteiriça, D. João II mandou edificar um
novo conjunto de muralhas que albergasse todo o perímetro urbano, que, em cerca
de 200 anos, se expandira consideravelmente. Depois da Restauração da Independência, em
1640, todo o sistema defensivo do país foi reforçado, com a construção de
grandes conjuntos fortificados, como Elvas, ou a reconstrução e ampliação de
antigos castelos e fortalezas. Nesse contexto, em 1645, por ordem de D. João
IV, iniciaram-se os trabalhos de construção da fortaleza abaluartada do Castelo
de Campo Maior, sob orientações de João Cosmander, sucedido neste cargo por
Nicolau de Langres. Em meados do século XVIII, depois de uma
violenta tempestade e um incêndio danificarem significativamente o castelo, D.
João V ordenou a sua reconstrução, transformando as antigas ruínas medievais
numa fortaleza menor, mas de maior operacionalidade. No interior
da cerca do castelo foi ainda edificada, no século XVIII, a Capela do Senhor
dos Aflitos. (fonte: Turismo de Portugal) Finda esta passagem por Campo Maior, regressámos a Elvas para jantar e repousar. 3º diaO dia começou por uma visita ao Forte de Nossa Senhora da Graça. Elvas - Forte de Nossa Senhora da Graça O Forte de Nossa
Senhora da Graça, oficialmente denominado como Forte
Conde de Lippe, no Alentejo, localiza-se
na freguesia da Alcáçova, a cerca de um quilómetro a
norte da cidade de Elvas. Em posição dominante sobre o
chamado Monte da Graça, integrava a defesa da Praça-forte de
Elvas e Cidade – Quartel Fronteiriça de Elvas e as suas Fortificações –
classificado desde o dia 30 de Junho de 2012 como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. A boa posição estratégica do local
evidenciou-se durante a Guerra da Restauração, quando as tropas espanholas
ocuparam o local durante o cerco à cidade de Elvas no ano
de 1658 que precedeu a Batalha das Linhas de Elvas a 14 de
Janeiro de 1659. Em 2014, o Forte
Nossa Senhora da Graça foi integrado num novo projeto
do Ministério da Defesa Nacional, criado com o apoio do Turismo de
Portugal, chamado Turismo Militar, que apresenta roteiros históricos
baseados em heróis portugueses. Devido à forte necessidade de preservação,
em 2014 o Forte entrou para a lista bienal do World Monuments Watch. História No século XVII, a posição estratégica
do monte da Graça, ocupada por tropas espanholas no contexto da Guerra da
Restauração da independência, muito caro custou a Portugal durante o cerco
a Elvas (1658-1659). Um século mais tarde, durante a Guerra
dos Sete Anos (1756-1763), a cidade sofreu novo sítio (1762). Com esse
fato em mente, sob o reinado de D. José I (1750-1777), tendo
o Marquês de Pombal chamado o Marechal Wilhelm von
Schaumburg-Lippe, conde de Lippe para reorganizar o Exército português,
determinou-lhe traçar planos para a modernização daquela praça-forte. Os trabalhos do Forte
da Graça iniciaram-se em 1763, estendendo-se até ao
reinado de D. Maria I (1777-1816), que a inaugurou em 1792, com
o nome de Forte Conde de Lippe, militar
que havia proposto a sua construção e que comandou o Exército português entre
1762 e 1764. Em 1763 foram precisos quase 30 anos, seis mil homens, quatro mil
animais e 120 mil moedas de ouro para a renovação. O forte resistiu às tropas espanholas
durante a chamada Guerra das Laranjas (1801) e, mais tarde, no
contexto da Guerra Peninsular, às tropas do general Nicolas Jean de
Dieu Soult, que a bombardearam (1811), não chegando a tomá-la. Utilizado no passado como prisão militar, o conjunto encontrava-se até 2014 em condições próximas da ruína, aguardando a sua cedência à Câmara Municipal de Elvas para consolidação e restauro. Em Setembro de 2015 foram concluídas as obras de restauro nas infraestruturas, com o objectivo de transformar o forte num museu militar funcional. Características A estrutura,
de planta quadrangular com 150 m de lado, é completada
por baluartes pentagonais nos vértices.
Quatro revelins cobrem as cortinas, a meio das quais de inserem
o portão monumental (Porta do Dragão) e três poternas. O corpo central da praça apresenta
um reduto elevado, de planta circular, com
dois pavimentos e parapeito, abrindo canhoneiras para
três ordens de baterias em casamatas. Sobre o reduto, como
sua lanterna central, uma torre circular com dois
pavimentos abobadados: o primeiro constituindo-se em
uma capela decorada e o segundo, na Casa do Governador. Abaixo
da capela, escavada na rocha viva, uma cisterna constitui-se em uma
de suas obras mais notáveis.
Externamente, a estrutura é completada por
um hornaveque com seu revelim e poterna, e por
um fosso seco, largo e profundo. (fonte: Wikipédia) Depois desta visita, regressámos ao hotel para
almoçar. De tarde fizemos um percurso pelo centro da cidade de Elvas.
Começámos pela Praça da República visitando a Igreja de Nossa Senhora da Assunção/ Sé Catedral. Elvas - Igreja de Nossa Senhora da Assunção / Sé Catedral Praça da República
- As obras de abertura da praça, iniciadas em 1511, foram realizadas no
contexto de grandes melhoramentos promovidos durante o reinado de Manuel I de
Portugal (1495-1521), quando a povoação foi elevada à categoria de cidade. Igreja de Nossa Senhora da Assunção
- A construção da então igreja de Nossa Senhora da Praça foi principiada em
1517 segundo o traço do arquitecto régio Francisco de Arruda que trabalhava ao
mesmo tempo no Aqueduto da Amoreira. Possui um carácter fortificado, com uma
torre como fachada. Em 1570 com a criação do bispado de Elvas
pelo Papa Pio V, a igreja de Nossa Senhora da Praça transformou-se na Sé de
Elvas, título que viria a perder em 1881. Em termos artísticos, a Sé de Elvas é um
templo originalmente manuelino, mas que perdeu esta traça durante os séculos
após alterações mandadas fazer nele pelos bispos da cidade. São de salientar no
exterior o seu portal neoclássico e os portais laterais manuelinos, enquanto no
interior o visitante poderá ver uma decoração feita com motivos fito, zoo e
antropomórficos, próximos do imaginário medieval. Em redor de todo o corpo da
igreja corre um silhar de azulejo policromo de laçaria e rosas. A capela-mor,
em mármore de várias cores, é de estilo barroco. Destaca-se ainda o soberbo
órgão situado no coro-alto. Depois da visita à Igreja de Nossa Senhora da Assunção, entrámos na Igreja das Domínicas, vimos o Pelourinho e o Arco de Santa Clara. Elvas - Pelourinho, Arco de Santa Clara e Igreja das Domínicas A Igreja das Domínicas foi construída entre
1543 e 1557, no local onde existia a antiga Igreja de Santa Maria Madalena, da
Ordem Templária. Talvez por esse motivo, ostente uma planta centralizada e
octogonal. A igreja fazia parte de um complexo conventual, extinto em 1870, após o falecimento da sua última freira e que foi demolido no início do séc. XX, por se encontrar em ruína. Igreja das Domínicas
- Destacam-se, no exterior, o portal renascentista, e no interior o total
revestimento a azulejos do séc. XVII, a capela-mor quinhentista e as capelas
laterais em talha dourada do séc. XVII. A igreja possui ainda um miradouro do
qual se observa uma excelente vista de parte do centro histórico de Elvas. O pelourinho,
sinal de autoridade e exposição, chega a Elvas no séc. XVI, sendo erigido em
mármore, ao estilo manuelino, na então denominada Praça Nova (hoje Praça da
República), onde esteve até 2 de outubro de 1872, dia em que foi apeado e
destruído. Em 1940 é apresentado um projeto por
Vitalino de Albuquerque para a reconstrução do pelourinho feito a partir de uma
gravura. Aproveitando as partes originais, guardadas no Museu Municipal, e
substituindo as desaparecidas, foi construído no Largo de Santa Clara o
pelourinho que hoje podemos observar. Arco de Santa
Clara - Do século XIX, é de arquitectura romântica. Inicialmente teve como nome a Porta de
Tempre, em referência ao combate da Ordem do Templo contra os Mouros, tendo
rompido a muralha por este lado. Supostamente trata-se de um episódio lendário,
daí a construção do arco.
Crê-se que a porta original árabe se
encontra dentro do pátio adjacente ao arco, podendo ver-se através de um portão
de ferro. (fonte: Câmara Municipal de Elvas) Depois destas visitas dirigimo-nos para o Castelo de Elvas. Elvas - Castelo Situado no ponto mais elevado da cidade, o
Castelo de Elvas é uma obra de fortificação islâmica, reconstruída nos séculos
XIII e XIV, tomando só no séc. XVI o aspeto atual. Acolhia o alcaide de Elvas e foi palco de
importantes acontecimentos da história do país como tratados de paz, trocas de
princesas e banquetes de casamentos reais. Ao longo dos séculos, o Castelo foi
perdendo importância defensiva, ficando sem qualquer função militar a partir da
segunda metade do séc. XIX. Este facto levou a que o edifício fosse deixado ao
abandono, entrando no séc. XX arruinado. Vários elvenses amantes da história e
do património quiseram promover o seu restauro, a sua visibilidade e
entabularam um processo que faria do Castelo de Elvas, em 1906, o primeiro
Monumento Nacional português. (fonte: Câmara Municipal de Elvas) Em seguida e voltando à Praça da República
percorremos várias ruas estreitas onde vimos algumas casas muito bem enfeitadas
com flores nas varandas.
Chegados à Praça da República parámos no Café Grémio para descansar e nos refrescarmos com uma bebida fresca. Elvas - Praça da República Depois desta paragem passámos pela rua da Carreira, uma rua pedonal com algum comércio que acaba junto às muralhas que circundam Elvas. Regressámos então ao hotel para jantar e repousar. Elvas 4º diaO dia apresentou-se muito chuvoso. O programa teve de ser alterado devido à
chuva. Estava programado uma visita ao Forte de Santa Luzia, mas acabámos por visitar o Museu Militar de Elvas. Elvas - Museu Militar Inaugurado oficialmente em 29 de outubro de
2009, o Museu Militar de Elvas constitui-se como o museu de maior área de
implantação de Portugal (150.000m2 de área total) e alberga as coleções
militares do Exército: Arreios, Serviço de Saúde, Transmissões, Viaturas
Militares do Exército, Hipomóvel, Peças de Artilharia desde os meados do século
XIX. Integra também o Centro Interpretativo do Património de Elvas, além da
monumentalidade das suas fortificações, dos Quarteis do Casarão e a Fonte de
São José. (fonte DGPC/DMCC) De tarde fomos até Vila Viçosa. Começámos a nossa visita pelo Museu do Mármore Raquel de Castro. Vila Viçosa - Museu do Mármore Raquel de Castro O magnífico mármore Português chega a todo o Mundo, oriundo das pedreiras de Vila Viçosa, Borba e Estremoz. A sua qualidade superior permite a exploração desde o período romano. Mármore, do latim marmor, ou seja, pedra de qualidade ou pedra branca, é das mais fortes marcas portuguesas. Tendo como grande desígnio a promoção do Mármore Português e a percepção sobre os processos de extracção e transformação desta rocha ornamental de Qualidade, o Museu do Mármore de Vila Viçosa abriu as suas portas em Outubro de 2000 na antiga estação de comboios desta Vila. (fonte: Câmara Municipal de Vila Viçosa) Após esta visita fomos até ao Museu do Estanho Apeles Coelho. Vila Viçosa - Museu do Estanho Apeles Coelho Apeles Caetano Coelho nasceu em Vila Viçosa
a 8 de Abril de 1928. Nessa época, cedo iniciou a aprendizagem de um ofício.
Concluída a 3ª classe (escolaridade obrigatória à época), Apeles rumou a uma
oficina de serralharia de referência – “Os Manões”, onde aprendeu a arte como
serralheiro e ferreiro. Com um filho, e um ordenado insuficiente,
estabeleceu-se por conta própria no Monte das Cabanas, entre Vila Viçosa e
Bencatel, a reparar ferramentas das pedreiras (picões, escopros, ponteiros,
picaretas, enxadas). Teria então cerca de 32 anos. O Padrinho
Espanca, antiquário, estimulara-o desde muito novo, arranjando-lhe alguns
“biscates” de restauro de peças antigas. Empenhou-se então no fabrico de
réplicas originais dos séc. XVI e XVII. Iniciado o seu percurso artístico,
adquiriu fama e passou a ser referenciado no fabrico de artefactos de estanho,
dada a qualidade de acabamento e o desenho das suas peças, tendo obtido vários
prémios nacionais e internacionais (ex. Menção Honrosa Prémio FNA 1998 “Fragata
do Séc. XVIII”). Transmitiu os seus conhecimentos a muitos jovens que lhe
manifestavam vontade de aprender a arte; alguns deles viriam mais tarde a criar
as suas próprias oficinas. Apeles Coelho, autodidata, não conhecia impossíveis
na arte de trabalhar o estanho e, sem segredos, evoluiu, aperfeiçoou a liga e
foi aumentando a sua colecção, que chegou a ser considerada por especialistas
na matéria como uma das maiores colecções de peças da Europa. A qualidade foi o
único seu “segredo” – que sempre referiu com orgulho. peças. Faleceu a 27 de
Novembro de 2015 após doença prolongada. Por vontade expressa de seu filho, José
António Simões Coelho, foi entregue à guarda da Câmara Municipal de Vila
Viçosa, um conjunto de equipamentos, ferramentas e peças de estanho, que constituem
um verdadeiro espólio que, pela sua grandeza e riqueza. (fonte: Câmara Municipal de Vila Viçosa) Em seguida fomos até à Praça da República, onde
passeamos e visitámos a Igreja de S. Bartolomeu. Vila Viçosa - Igreja de S. Bartolomeu e Praça da República A Igreja de São Bartolomeu de Vila Viçosa
foi fundada em 1636, como igreja do Colégio Jesuíta de S. João Evangelista,
activo já desde a segunda metade do século XVI. A construção do templo,
iniciada cerca de um século mais tarde, foi iniciada com donativos de D. João
IV, mas na verdade numa chegou a ser concluída na íntegra; a fachada estava
terminada em 1698, mas as obras decorriam ainda em 1759, quando os jesuítas
foram expulsos do país por decreto régio de D. José I, daí resultando a
suspensão dos trabalhos. O claustro, inacabado, é consequência desta situação. A fachada principal. voltada para a actual Praça da República, é revestida
a mármore da região; é imponente, porém extremamente austera. Levanta-se em
três registos, que visualmente quase poderíamos considerar como quatro, devido
ao efeito causado pelas duas torres que flanqueiam a fachada, sensivelmente da
mesma altura de cada andar, mais a mais ligadas por um murete que corre a
rematar o conjunto, ao centro do qual se ergue um pequeno frontão com o
relógio. O portal principal é de verga recta, ladeado por dois portais em arco
redondo. Por cima do central rasga-se um nicho, no registo intermédio, ladeado
por sua vez por duas janelas retas. As portas em arco redondo possuem frontões
em segmento de círculo, e as janelas são encimadas por frontões triangulares. O
portal principal é enquadrado por uma composição de pilastras estriadas que se
levantam ao nível do nicho superior, sustentando um frontão quebrado
que remata o conjunto.
O interior do templo é do século XVII, já modificado no século XVIII,
quando foi levantada a capela-mor. Possui planta em cruz latina, de nave única,
honrando a sobriedade e as grandes dimensões da fachada. Merecem destaque os
retábulos em talha dourada, particularmente o da capela-mor, com trono e
sacrário; e ainda alguma pintura mural, bem como os revestimentos azulejares
azuis e brancos. (fonte Direcção-Geral do Património Cultural) Dando seguimento ao passeio fomos até ao Castelo. Vila Viçosa - Castelo No centro de Vila Viçosa ergue-se altaneiro
o castelo medieval, mandado edificar por D. Dinis na
última década do século XIII. De 1461, quando D. Fernando I recebeu a cadeira
ducal, até à inauguração do Palácio Ducal, este monumento nacional foi
residência dos Bragança. A velha fortaleza medieval conservou a sua
traça até ao início do século XVI quando os duques D. Jaime I e D. Teodósio I
construíram, seguindo os modelos italianos de praças ultramarinas, o resistente
castelo artilheiro. A reestruturação do castelo, na época das
Guerras da Restauração, ficou a dever-se à posição estratégica que a Vila
detinha em relação a Castela. O castelo medieval apresenta
planta quadrada, com muralhas de cerca de sessenta metros de lado,
reforçadas, nos ângulos Oeste e Leste, por grandes torreões de planta
circular. A sua face Noroeste e parte da Nordeste eram comuns à cerca da vila.
Em seu interior ergueu-se a igreja matriz, sede da primeira paróquia da vila, e
que hoje é o importante Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila
Viçosa, proclamada padroeira de Portugal em 1646. A Torre de Menagem só foi erguida
sob o reinado de D. Fernando, afastada do castelo, em face de
uma porta rasgada a meio do troço Sudoeste da cerca da vila, à qual
se ligava por um passadiço.
Delimitando uma área de cerca de três
hectares, a cerca da vila, de planta pentagonal irregular, é rasgada por
diversas portas, entre as quais a chamada "Porta de Évora", a
"Porta de Estremoz" e a "Porta de Olivença". (fonte: Câmara Municipal de Vila Viçosa)
Finda a visita regressámos a Elvas para jantar e descansar. 5º diaNo último dia de estadia na região de Elvas fomos passear um pouco até à
cidade fronteiriça de Badajoz, Espanha. Badajoz Badajoz situa-se no sudoeste da Península
Ibérica, nas margens do rio Guadiana, junto à fronteira com
Portugal, a qual dista pouco mais de 7 km do centro da cidade. É a
capital da província de homónima. A área urbana ocupa as
duas margens do Guadiana; a parte da margem sul (esquerda), onde se encontra o
centro histórico, é mais extensa e é onde se concentram a maior parte das novas
urbanizações e áreas industriais. É uma cidade milenar, cuja fundação remonta
ao ano de 875 por Ibn Marwan, o mesmo líder militar muçulmano que deu nome à
vila de Marvão. O que poucos sabem é que
Badajoz tem a muralha mais extensa da Espanha e a maior alcáçova, de herança
árabe, da Europa. Do alto dos seus
baluartes tem-se vistas sobre os rios Guadiana e Rivilla que formaram uma
espécie de fosso natural de defesa dos povos continuamente habitaram o
promontório. (fonte: Wikipédia) Badajoz No passeio por Badajoz visitámos alguns dos
pontos mais importantes como o Parque de Alcazaba, a Praça Alta e a Catedral de S. João de Deus. Badajoz Cidade de
Espanha, capital da província do mesmo nome, na Comunidade Autónoma
da Extremadura. Situada nas margens do rio Guadiana, a escassos quilómetros da
fronteira com Portugal, a cidade de Badajoz possui 127 600 habitantes
(2004). Badajoz possui muitos vestígios romanos e foi a capital de um reino mourisco no
século XI. Na parte mais alta da cidade encontra-se a famosa Alcazaba Árabe do
século XV. A Porta de Palmas (século XVI), a Muralha Vauban (século XVII) e o
Palácio Municipal (século XVIII) são outros monumentos históricos da cidade. A nível cultural, destacam-se o Museu Arqueológico, o Museu de Belas-Artes, o
Museu Extremeño Ibero-Americano de Arte Contemporânea e o Museu Catedralicio. As principais indústrias de Badajoz são a indústria têxtil, a de destilação, a
de produtos alimentares e a de cerveja. Esta cidade possui transportes
rodoviários, ferroviários e aéreos. A província de Badajoz é a maior de Espanha, com uma área de
21 657 km2. (fonte: Infopédia) Finda esta breve passagem por Badajoz, regressámos a Elvas para almoçar e fazer a viagem de regresso até Lisboa. |


























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