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Mosteiro dos Jerónimos

Organizado pelos Serviços Sociais da Administração Pública (SSAP), fomos a uma visita guiada ao Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa.


Visitámos os Claustros, o Refeitório, a Sala do Capítulo, o Coro Alto e a Igreja, houve um acompanhamento por parte de um guia do Mosteiro que nos deliciou com alguma história sobre o Mosteiro.

Breve história:

Situado perto do local onde o Infante D. Henrique, no século XV, mandou edificar uma igreja (Sta. Maria de Belém), quis o rei D. Manuel I construir o Mosteiro, para perpetuar a memória do Infante pela devoção a Nossa Senhora e à crença em S. Jerónimo.

D. Manuel I em 1496 decidiu fundar o Mosteiro de Sta. Maria de Belém, junto ao Tejo. Foi doado aos Monges da Ordem de S. Jerónimo, hoje é conhecido como Mosteiro dos Jerónimos.

O Mosteiro foi declarado Monumento Nacional em 1907 e "Património Mundial da Unesco" em 1983.

Visita:

Começámos a visita pelos Claustros.

Claustros do Mosteiro dos Jerónimos

Projetado por Diogo de Boitaca, que iniciou os trabalhos nos princípios do século XVI, teve a sua continuação a partir de 1517 por João de Castilho e a conclusão entre 1540 e 1541 por Diogo de Torralva.

O Claustro do Mosteiro dos Jerónimos, representa um dos monumentos mais significativos da arquitectura manuelina.

Tem um duplo piso em forma de abóbada e de planta quadrangular. Apresenta na sua decoração símbolos religiosos, régios e elementos naturalistas.

Claustros do Mosteiro dos Jerónimos


Na ala norte do claustro inferior encontramos o túmulo de FernandoPessoa da autoria de Lagoa Henriques, executado em 1985.

Refeitório:

Construído nos anos de 1517 e 1518 pelo mestre Leonardo Vaz e seus oficiais. De abóbada polinervada e abatida.

Por baixo de cordões de pedra, as paredes estão revestidas por azulejos (1780-1785).

Refeitório do Mosteiro dos Jerónimos

Nos painéis encontram-se representados, no topo norte o Milagre da multiplicação dos pães e dos peixes e nas paredes laterais cenas da vida de José do Egipto.

Refeitório do Mosteiro dos Jerónimos

Na parede oposta às janelas existiu um púlpito de madeira destinado à leitura, durante as refeições, da Sagrada Escritura e das vidas dos Santos.

No lado norte encontra-se uma tela do século XVII, atribuída ao pintor Avelar Rebelo. No topo sul, pode ver-se uma pintura a óleo atribuída a António Campelo (finais do século XVI).

Refeitório do Mosteiro dos Jerónimos


Sala do Capítulo:

Denomina-se Sala do Capítulo, porque servia para reuniões periódicas dos monges, as quais tinham o seu início com a leitura do capítulo um da Regra.

Originalmente pensada para as reuniões dos monges, nunca foi utilizada para tal, pois a abóbada e a decoração interior só foi completada no século XIX.

Sala do Capítulo do Mosteiro dos Jerónimos

A porta foi concluída entre 1517-1518, tendo sido executada por Rodrigo de Pontezilha.

Na decoração podemos destacar as imagens de S. Bernardo e S. Jerónimo.

Sala do Capítulo do Mosteiro dos Jerónimos

No século XIX foi colocado no centro da sala o túmulo de Alexandre Herculano, delineado por Eduardo Augusto da Silva. Em 1940 na altura do Estado Novo, foi modificado e deixado apenas a arca tumular.

Sala do Capítulo do Mosteiro dos Jerónimos

A Sala do Capítulo, também serviu como Panteão Nacional até que as obras da Igreja de Santa Engrácia estivessem concluídas, convertida então como Panteão Nacional.

Coro-Alto:

O Coro-Alto é anterior a 1551, pois existem relatos que a transladação dos ossos de D. Manuel I já é mencionado. Este espaço destinou-se às actividades fundamentais dos Monges da Ordem de S. Jerónimo.

cadeiral monástico é uma das mais belas obras de carpintaria do Renascimento. Tem desenho de Diogo de Torralva sendo executado por Diogo de Carça entre os anos de 1548 e 1550.

Coro-Alto do Mosteiro dos Jerónimos

Sobre a balaustrada encontramos um "Cristo Crucificado" obra do escultor Philippe de Vries.

Coro-Alto do Mosteiro dos Jerónimos

Nas paredes podemos encontrar dez telas representando os apóstolos (são 10 pois perderam-se 2 no terramoto de 1755). O varandim sofreu derrocada com o terramoto de 1755, sendo reconstruída em 1883.

Coro-Alto do Mosteiro dos Jerónimos

Depois 
do Coro-alto visitámos a exposição dos 500 anos do mosteiro, exposição esta que faz a comparação do mosteiro através dos tempos com a vida em Portugal e no Mundo.

Terminámos com a visita à Igreja:

A igreja apresenta uma planta em cruz alta, composta por três naves, reunidas numa única abóbada, assente em seis pilares de base circular.

Igreja do Mosteiro dos Jerónimos

Quando entramos encontramos no lado esquerdo o túmulo de Vasco da Gama e à direita o túmulo de Luís de Camões ambos do século XIX da autoria do escultor Costa Mota. Continuando na parede norte, podemos apreciar os confessionários e no lado sul os janelões decorados com vitrais da autoria de Abel Manta e execução de R. Leone já no século XX.

Igreja do Mosteiro dos Jerónimos

A abóbada do cruzeiro cobre tem uma largura de 30 metros. no braço esquerdo do transepto estão sepultados os restos mortais do Cardeal-Rei D. Henrique e dos Filhos de D. Manuel I. No braço direito do transepto encontramos o túmulo do Rei D. Sebastião e dos descendentes de D. João III.

Igreja do Mosteiro dos Jerónimos


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