Para este dia programámos duas visitas, de manhã ao Museu Maçónico e de tarde, como estávamos perto, visita guiada à Igreja e Museu de S. Roque.
Visita ao Museu Maçónico
Visita dos programas da Associação Mutualista Montepio,
começou pelas 10h:00 e prolongou-se até cerca das 12h:30. Nesta visita foram o
Carlos e a Albertina.
Uma pequena introdução sobre Museu Maçónico:
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| Lisboa - Museu Maçónico |
Os visitantes do Museu Maçónico encontram mais de 200 anos de História da Maçonaria em Portugal.
O Museu foi criado em 1984 pelo Grande Oriente Lusitano, que é uma das mais antigas Obediências maçónicas europeias. O museu encontra-se localizado no Palácio Maçónico, sede do Grande Oriente Lusitano, em pleno Bairro Alto
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| Lisboa - Museu Maçónico |
O local de reunião de uma Loja maçónica tem por entrada um
espaço delimitado por duas colunas. Estas evocam as duas colunas que existiam
no átrio do Templo de Salomão,
descritas na Bíblia no 1.º Livro dos Reis, capítulo 7, versículos 15-22.
Pudemos ver muitos dos símbolos maçónicos usados nos rituais - aventais, espadas, pilares, mosaicos, luvas, esquadros, compassos, fios-de-prumo, ficámos a saber o seu significado e também para que servem e o que significam para o ideal da Maçonaria.
Depois desta visita encontrámo-nos com o
Fernando Quinas perto da Cervejaria Trindade,
onde almoçámos. A propósito desta cervejaria aqui fica uma breve história
deste local.
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| Lisboa - Cervejaria Trindade |
A Cervejaria Trindade foi construída em 1836 nas ruínas do Convento da Santíssima Trindade dos Frades Trinos, fundado no final do século XIII.
Destruído em 1704 por um incêndio, em 1755
pelo famoso terramoto e, em 1756, após a reconstrução, por um novo incêndio, o
Convento acabou por desaparecer em 1834 com a extinção das Ordens Religiosas em
Portugal. Foi comprado por Manoel Garcia, que aqui montou a primeira fábrica de
cerveja em Portugal.
As primeiras salas foram decoradas, por
volta de 1860, com magníficos painéis de azulejos com inspiração maçónica. Nos
painéis da deslumbrante sala onde funcionava o antigo Refeitório do Convento,
destacam-se figuras alegóricas representando os quatro elementos, as estações
do ano e a Indústria e o Comércio. A grande sala ao fundo, onde existiu a
antiga igreja do Convento, deve o seu nome à artista plástica Maria Keil, que a
decorou com painéis modernistas em mosaico de pedra representando motivos da natureza.
Finalmente, a Sala dos Arcos é o que resta da galeria do claustro original do
século XVIII.
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| Lisboa - Cervejaria Trindade |
Findo o almoço, e enquanto não chegava a hora da visita à Igreja e Museu de S. Roque, passeámos pela baixa de Lisboa.
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| Lisboa - Zona da Baixa |
Visita à Igreja de S. Roque
A Igreja e o Museu de S. Roque são
propriedade da Santa Casa da Misericórdia deLisboa.
Começámos a visita pelo Museu.
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| Lisboa - Museu de S. Roque |
O Museu de São Roque ocupa a área central
do edifício da antiga Casa-Professa da Companhia
de Jesus, muito alterado interiormente no século XIX e na primeira
metade do século XX.
O primeiro núcleo expositivo do museu evoca
a história da Ermida de São Roque, apresentando obras
directamente ligadas a este antigo local.
O núcleo dedicado à Companhia de Jesus,
documenta os cerca de duzentos anos de permanência desta Ordem, em São Roque.
O núcleo de Arte Oriental tem como base a
chegada dos portugueses à Índia, em 1498, onde se abriram novos
caminhos para a economia portuguesa e para a expansão missionária, o que teve
repercussões significativas no plano cultural e artístico.
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| Lisboa - Museu de S. Roque |
A Capela de São João Baptista constitui um dos mais
mediáticos empreendimentos do reinado de D. João V (1707-1750).
E por fim o núcleo dedicado à Santa Casa da
Misericórdia de Lisboa, que pretende dar a conhecer a História
da Instituição, expressa em objectos artísticos com valor histórico e
simbólico.
Após a visita ao Museu seguimos para a visita à Igreja.
No início do século XVI, encontrava-se
neste local, junto à antiga Muralha Fernandina, um cemitério onde eram
sepultadas as vítimas da peste. Sendo conhecidos em toda a Europa Meridional, os milagres de São Roque
contra este flagelo, em 1506 o rei D.
Manuel I solicitou a Veneza uma relíquia deste santo, a fim de
proteger a população de Lisboa. Para a veneração da relíquia, foi
construída pelos habitantes da cidade uma ermida junto ao cemitério dos
pestíferos.
A Igreja foi construída no sítio da antiga
ermida manuelina, na segunda metade do século XVI, sendo seu arquitecto Afonso
Álvares, mestre-de-obras de D.
João III.
A Igreja é constituída por nove capelas. A
Capela de Nossa Senhora da Doutrina, Capela de São Francisco Xavier, Capela de
São Roque, Capela do Santíssimo, Capela-Mor, Capela de São João Baptista,
Capela de Nossa Senhora da Piedade, Capela de Santo António e Capela da Sagrada
Família ou do Menino Perdido.
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| Lisboa - Igreja de S. Roque |








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